A emissão de atestados médicos na rede municipal de saúde de Uberlândia registrou uma queda de 62% desde o pico alcançado em maio de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Naquele mês, foram emitidos 69.966 atestados. Já em janeiro de 2026, o número caiu para 26.123 documentos. A diferença é de 43.843 atestados a menos em oito meses.
A redução reforça uma tendência de queda que já vinha sendo observada ao longo do segundo semestre.
Queda começou antes de janeiro
Embora o destaque recente esteja na comparação entre dezembro e janeiro — quando houve redução de 5.417 documentos — o gráfico mensal mostra que o movimento de retração começou ainda após maio.
Confira a sequência após o pico:
- Junho: 62.184
- Julho: 53.631
- Agosto: 52.943
- Setembro: 61.775 (alta pontual)
- Outubro: 54.647
- Novembro: 50.676
- Dezembro: 31.540
- Janeiro: 26.123
Setembro aparece como ponto fora da curva, com leve recuperação no volume. A partir de outubro, porém, a tendência de queda se intensifica, com redução expressiva entre novembro e dezembro — queda de 19.136 atestados em apenas um mês.
Impacto da resolução
A redução ocorreu após a publicação da Resolução nº 17/2025/SMS, que instituiu o programa “Atestado Médico Consciente”. A medida prioriza a emissão de atestados para pacientes classificados pelo Protocolo de Manchester nas categorias de maior gravidade.
A iniciativa está alinhada às orientações do Conselho Regional de Medicina do Estado de Minas Gerais (CRM-MG) e tem como objetivo garantir que o documento representa efetivamente uma necessidade clínica.
Pacientes classificados como Verde ou Azul podem receber declaração de comparecimento, sendo o atestado emitido apenas quando houver justificativa clínica fundamentada.
Janeiro é o menor volume da série
Além da queda acumulada desde maio, janeiro registra o menor número de atestados de toda a série apresentada no período 2025/2026.
Em janeiro de 2025, haviam sido emitidos 44.572 documentos. Um ano depois, o volume é 18.449 menor.

A Prefeitura afirma que continuará monitorando os indicadores para avaliar os impactos da resolução no fluxo das unidades de saúde e no uso responsável dos atestados médicos.
