O mercado formal de trabalho em Uberlândia fechou 136 postos com carteira assinada durante o mês de julho. A movimentação encerrou a sequência positiva registrada em junho. Apesar da retração pontual, o município do Triângulo Mineiro mantém um resultado anual expressivo, somando 1.981 novos empregos criados entre janeiro e julho de 2026.
Os dados constam no Boletim Mensal do Emprego, divulgado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (CEPES/UFU). O levantamento utiliza como base os registros do Novo Caged, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego. Ao todo, a cidade registrou 12.435 admissões contra 12.571 desligamentos ao longo do mês.
Comércio reage na contramão dos outros setores
A divisão por atividades econômicas aponta que quatro dos cinco grandes setores fecharam vagas no período. O setor de serviços liderou as perdas com 93 desligamentos líquidos, acompanhado pela agropecuária (-72), construção civil (-37) e indústria (-32).
Em contrapartida, o comércio despontou como a única atividade a gerar novos postos em julho. O segmento contratou mais do que demitiu e fechou o mês com saldo positivo de 98 vagas. Contudo, no balanço acumulado de 2026, a construção civil segue na liderança isolada de contratações no município, com 1.173 vagas abertas, seguida pela indústria (+814) e serviços (+534).
Microempresas sustentam as contratações
O porte dos negócios desempenhou um papel determinante no balanço mensal. As microempresas e microempreendedores individuais (MEIs) abriram 418 novos postos de trabalho em julho. Esse resultado foi viabilizado pela soma de 4.098 admissões e 3.680 rescisões.
Por outro lado, as empresas de médio e grande porte apresentaram redução no quadro de colaboradores. As médias empresas fecharam 207 postos, enquanto as grandes registraram saldo negativo de 184 vagas. Além disso, as pequenas empresas terminaram o mês com recuo de 166 contratações formais.
Jovens lideram criação de vagas e salários sobem
O levantamento do CEPES/UFU também detalha o perfil dos trabalhadores contratados. Os jovens com idade entre 18 e 24 anos alcançaram o maior saldo positivo em julho, somando 230 vagas. Da mesma forma, os trabalhadores com até 17 anos conquistaram 119 novos postos formais. A partir dos 25 anos, entretanto, todas as faixas etárias registraram mais demissões do que admissões.
Por fim, o salário médio de admissão no mercado uberlandense avançou 1,22% em termos reais, passando de R$ 2.285 em junho para R$ 2.312 em julho. A agropecuária pagou o maior salário médio inicial no mês, atingindo a marca de R$ 2.515. Logo em seguida aparecem a indústria (R$ 2.415), o setor de serviços (R$ 2.412) e a construção (R$ 2.280).

