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Regionalzão Notícias > Notícias > Economia > Inadimplência atinge 46% dos adultos em Minas e supera 7,7 milhões de negativados
Economia

Inadimplência atinge 46% dos adultos em Minas e supera 7,7 milhões de negativados

Número de mineiros com CPF restrito cresce 8,6% no ano e economistas apontam impacto direto no consumo e na recuperação econômica

Eloi Naves
Por
Eloi Naves
Publicado 28 de novembro de 2025, 6:00
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A inadimplência voltou a subir em Minas Gerais e atingiu um dos maiores patamares da série recente. De acordo com dados da Serasa referentes a outubro, 7,75 milhões de mineiros maiores de 18 anos estão com o CPF negativado, o que representa 46% de toda a população adulta do estado.

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O levantamento mostra que, entre janeiro e outubro, o volume de inadimplentes cresceu 8,6%, passando de 7,13 milhões para o patamar atual. Apenas na virada de setembro para outubro, cerca de 164 mil pessoas entraram na lista de devedores, alta de 2% no mês.

Causas econômicas e comportamentais agravam cenário

Segundo especialistas, a combinação de juros elevados, perda de renda real, crédito restrito e falta de organização financeira tem pressionado as famílias e dificultado a recuperação do consumo.

A economista Diana Chaib, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que o aumento das restrições afeta diretamente o comércio e, principalmente, os pequenos negócios, mais vulneráveis ao calote. Para ela, “a inadimplência alta trava o giro da economia e inibe o investimento”.

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A analista Karla Pontes, da Serasa, reforça que o problema não se explica apenas pelo cenário macroeconômico: o comportamento financeiro dos consumidores também pesa. “Muitas pessoas seguem gastando mais do que ganham e recorrem ao crédito para cobrir despesas básicas. Com juros altos, a bola de neve cresce rápido”, diz.

Quedas pontuais não mudam tendência

O estado chegou a registrar recuos em abril e setembro, mas os economistas classificam o movimento como sazonal, ligado à entrada de renda extra — como restituições de imposto de renda e benefícios temporários. Esse alívio, contudo, não foi suficiente para conter a trajetória de alta ao longo do ano.

Impactos diretos no consumo e no crédito

O aumento do número de negativados dificulta renegociações, restringe a concessão de crédito e reduz a capacidade de compra — especialmente de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos.

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Para o setor produtivo, isso representa queda no fluxo de vendas e maior cautela dos bancos e varejistas.

Perspectivas

A tendência, segundo analistas, é de estabilização lenta, mas sem queda consistente no curto prazo. A reversão do quadro depende da melhora da renda, diminuição dos juros ao consumidor e programas mais amplos de renegociação de dívidas para famílias vulneráveis.

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