A inflação medida em Uberlândia apresentou variação de 0,09% em dezembro de 2025, indicando estabilidade nos preços ao consumidor no fechamento do ano. Com o resultado, o índice acumulado de 2025 fechou em 3,12%, patamar considerado moderado e abaixo dos principais indicadores nacionais de inflação.
Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (Cepes), ligado ao Instituto de Economia e Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia.
Comportamento dos preços em dezembro
No último mês de 2025, o grupo Vestuário foi o principal responsável pela pressão inflacionária em Uberlândia, com alta de 2,09%, influenciada principalmente pelo aumento nos preços de calçados e acessórios, movimento típico do período de festas e maior consumo.
Em sentido oposto, o grupo Habitação ajudou a conter a inflação mensal, registrando queda de 0,07%, resultado puxado pela redução de 3,12% na tarifa de energia elétrica residencial.
Cesta básica tem alta mensal, mas cai no ano
A Cesta Básica de Alimentos em Uberlândia teve aumento de 1,26% em dezembro, passando a custar R$ 689,01. Apesar da alta no mês, o indicador apresentou queda acumulada de 2,06% em 2025 na comparação com o ano anterior.
O resultado anual reflete a redução nos preços de diversos itens essenciais ao longo do ano, contribuindo para aliviar o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.
Balanço da inflação em 2025
No acumulado do ano, seis dos nove grupos pesquisados pelo IPC registraram aumento de preços. Os maiores impactos vieram dos grupos:
- Habitação, com alta de 6,47%
- Transportes, que acumulou 5,59%, com destaque para o reajuste do transporte público, que subiu 18,44% ao longo de 2025
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas contribuiu para conter o avanço do índice geral, registrando deflação de 0,60% no ano, ajudando a manter a inflação local sob controle.
Inflação abaixo da média nacional
O desempenho da inflação em Uberlândia ao longo de 2025 ficou abaixo dos principais índices nacionais, reforçando um cenário de maior estabilidade nos preços locais e evidenciando a importância do acompanhamento regional do custo de vida.
