Minas Gerais arrecadou R$ 32,2 bilhões em impostos e taxas no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 3,15% em relação ao mesmo período de 2025, quando o montante foi de R$ 31,2 bilhões. Os dados são da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e foram divulgados pelo Diário do Comércio.
O principal tributo estadual, o ICMS, somou R$ 20,5 bilhões no período, frente aos R$ 20,3 bilhões registrados no primeiro trimestre do ano anterior, representando uma alta de 1,12%.
Já o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) alcançou R$ 8,2 bilhões, ante R$ 7,9 bilhões em 2025, avanço de 3,89%. Como o imposto é concentrado nos primeiros meses do ano, ele exerce forte influência sobre o resultado do trimestre.
Outro destaque foi o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), que apresentou crescimento de aproximadamente 25% na comparação anual.
Além dos tributos tradicionais, receitas como multas e juros também tiveram participação relevante na composição da arrecadação estadual no período.
ICMS mantém maior peso na arrecadação
O ICMS segue como a principal fonte de receita do Estado, respondendo pela maior fatia da arrecadação. O desempenho do imposto está diretamente ligado ao nível de atividade econômica, especialmente consumo e circulação de mercadorias.
IPVA reforça caixa no início do ano
O bom desempenho do IPVA reflete fatores como atualização da base de cálculo dos veículos e níveis de adimplência dos contribuintes. Por ser pago majoritariamente no início do ano, o imposto tem impacto direto no resultado do primeiro trimestre.
ITCD cresce com aumento de transmissões patrimoniais
O avanço do ITCD está relacionado ao aumento de transmissões de patrimônio, tanto por herança quanto por doações formalizadas no período.

