Minas Gerais alcançou, em 2025, o maior número de empresas abertas desde o início da série histórica, iniciada em 2019. Entre janeiro e novembro, foram 105.557 novos registros, crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando o estado contabilizou 91.615 aberturas.
Os dados constam no mais recente levantamento da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) e consolidam um avanço expressivo no ambiente de negócios mineiro. Em 2019, primeiro ano da série, o número havia sido de 52.636 novas empresas.
O desempenho é atribuído, principalmente, à redução da burocracia, à ampliação da liberdade econômica e ao fortalecimento do crédito para pequenos e médios empreendedores. Programas como o Minas Livre para Crescer e o novo Decreto Estadual de Liberdade Econômica ampliaram o número de atividades dispensadas de alvarás e aceleraram a formalização de negócios em diversos municípios.
Atualmente, 945 atividades econômicas são classificadas como de baixo risco em Minas Gerais, permitindo abertura automática, sem necessidade de licenças prévias. Além disso, desde outubro, municípios com adesão avançada ao programa passaram a operar com a Aprovação Tácita Automatizada, que autoriza pedidos automaticamente quando os prazos legais são ultrapassados.
O acesso ao crédito também contribuiu para o crescimento. Em 2025, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) alcançou um volume histórico de R$ 4 bilhões em financiamentos, direcionados principalmente ao setor produtivo.
Minas Gerais segue como o estado com maior adesão à liberdade econômica no país, com 586 municípios integrados, sendo 121 somente em 2025. Nessas cidades, o tempo médio para abertura de empresas caiu para 8,8 horas, quase metade da média estadual, que é de 18,9 horas, segundo o Mapa de Empresas do Governo Federal.
O cenário favorável tem impulsionado novos negócios tanto em grandes centros quanto em cidades do interior, fortalecendo a economia regional e ampliando a geração de emprego e renda em todo o estado.
