Minas Gerais foi o segundo maior destino de encomendas do comércio eletrônico brasileiro no primeiro semestre de 2026, ficando atrás apenas de São Paulo. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais mercados consumidores do e-commerce no País.
Os dados são da 5ª edição do Mapa da Logística, levantamento elaborado pela Loggi com informações sobre o comportamento das entregas no Brasil. Os números absolutos de pacotes movimentados não foram divulgados pela empresa por questões estratégicas.
Pequenas e médias empresas ganham espaço
Além do volume de encomendas destinadas a Minas, o levantamento chama atenção para o crescimento da participação das pequenas e médias empresas no comércio eletrônico.
As PMEs responderam por 9% dos envios originados em Minas Gerais no período analisado. Entre as grandes marcas, essa participação ficou em 5%.
O desempenho indica uma presença cada vez maior dos pequenos e médios negócios nas vendas digitais, com empresas utilizando o comércio eletrônico para alcançar consumidores dentro e fora do Estado.
As datas comemorativas tiveram papel importante na movimentação. Entre os grandes negócios, o volume de pacotes cresceu 9% no Dia do Consumidor e 4% no Dia dos Namorados. Na semana do Dia das Mães, o movimento permaneceu estável em relação ao período usado para comparação.
Localização favorece Minas Gerais
A posição geográfica de Minas é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar a relevância do Estado no mapa nacional do comércio eletrônico.
Segundo Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, Minas reúne uma grande base de consumidores e uma localização estratégica para conectar diferentes mercados brasileiros.
Para a executiva, o crescimento de Minas tanto como destino quanto como origem das encomendas exige que a estrutura logística acompanhe uma demanda cada vez mais distribuída pelo território nacional.
Essa característica ganha importância em um Estado de grande extensão territorial e localizado entre alguns dos maiores mercados consumidores do País.
Pontos de retirada crescem 53%
O levantamento também identificou uma mudança na maneira como pequenas e médias empresas realizam suas operações logísticas.
A coleta tradicional ainda representa 61% das operações das PMEs em 2026, mas os pontos de recebimento já concentram 39% dos envios.
Nesse modelo, mercadorias podem ser encaminhadas ou retiradas em locais específicos, oferecendo uma alternativa à operação convencional de coleta e entrega.
Somente no primeiro semestre, a utilização desses pontos cresceu 53%. Segundo a Loggi, o movimento demonstra a busca dos empreendedores por alternativas mais flexíveis e escaláveis para a logística.
E-commerce mineiro movimentou R$ 42,7 bilhões em 2025
O desempenho logístico ocorre depois de um ano de forte movimentação das vendas digitais em Minas Gerais. Dados divulgados anteriormente pela Confi Neotrust mostram que o e-commerce mineiro faturou R$ 42,7 bilhões em 2025, crescimento de 18,4% na comparação com 2024.
O resultado colocou Minas ligeiramente à frente do Rio de Janeiro, que movimentou R$ 42,5 bilhões no período, mostrando o peso do mercado mineiro no comércio eletrônico nacional.

