Após a divulgação do fechamento do Posto Trevão, empreendimento que marcou gerações e funcionou por mais de 70 anos no entroncamento entre Minas Gerais e Goiás, a repercussão tomou conta das redes sociais e mobilizou moradores de diversas cidades do Triângulo Mineiro. Considerado um dos pontos de parada mais tradicionais da região, o local guarda memórias afetivas de famílias, caminhoneiros e viajantes que passaram pelo empreendimento ao longo das décadas.

Diante da grande repercussão da notícia, a reportagem do Regionalzão esteve no local, em Monte Alegre de Minas, para verificar o que ainda permanece em funcionamento após o encerramento das atividades do posto de combustíveis.
Apesar do fechamento da operação principal, a tradicional borracharia anexa ao complexo segue funcionando normalmente. Além dela, a lanchonete do Trevão também continua em atividade, mantendo vivo um dos maiores símbolos do empreendimento: o famoso pastel do Trevão.

O lanche se tornou referência em toda a região e marcou época principalmente entre as décadas de 1980 e 1990. Para muitos moradores de cidades vizinhas, como Ituiutaba, sair em família ou com amigos para “ir ao Trevão comer pastel” era quase um programa tradicional de fim de semana.
Mesmo com movimento muito abaixo do registrado em outras épocas, a lanchonete ainda recebe clientes que passam pelo trecho diariamente. O cenário atual, porém, é bastante diferente dos tempos de auge do empreendimento.
Durante décadas, o Posto Trevão foi um dos maiores pontos de parada rodoviária da região. Em seu auge, o complexo chegou a empregar mais de 100 pessoas, incluindo funcionários que moravam nas casas construídas no entorno do empreendimento.
A redução do movimento começou principalmente após mudanças viárias que alteraram o fluxo no entroncamento da rodovia. Hoje, apenas motoristas que vêm da região de Uberlândia em direção a Goiás possuem acesso mais direto ao local, o que reduziu drasticamente a circulação de veículos no complexo.
Atualmente, o grande pátio que antes recebia intenso fluxo de ônibus, caminhões e viajantes convive com um cenário mais silencioso. Ainda assim, a borracharia e a tradicional lanchonete seguem resistindo como símbolos de um dos empreendimentos mais emblemáticos das estradas do Triângulo Mineiro.

