A Petrobras confirmou um novo reajuste no preço da gasolina vendida para as distribuidoras. No entanto, o impacto final no bolso dos motoristas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.
Isso acontece porque a gasolina comercializada nos postos conta com uma mistura obrigatória de 30% de etanol anidro. Dessa forma, com a composição atual da gasolina C, a parcela da Petrobras subirá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. Portanto, o acréscimo estimado pela estatal é de apenas R$ 0,03 por litro para os consumidores finais.
Repasse aos postos não será imediato
Apesar do anúncio oficial, os motoristas não devem perceber a mudança nas bombas de forma imediata. Como o combustível precisa passar por toda a cadeia de distribuição até chegar aos postos de serviços, o repasse depende de decisões individuais de cada revendedor. Desse modo, cabe aos donos de postos avaliar suas margens de lucro antes de decidir se aplicarão o reajuste no valor final do combustível.
Por outro lado, o conselho de administração da Petrobras decidiu aderir ao programa de subvenção econômica. A diretoria da estatal explicou que a medida é vantajosa para os negócios da empresa. “A Petrobras segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente”, destacou a empresa em nota oficial, justificando que a decisão preserva a flexibilidade de sua estratégia comercial.
Defasagem do combustível no mercado internacional
Apesar do aumento anunciado pela companhia, o valor do combustível no Brasil ainda opera com forte defasagem em relação ao mercado externo. De acordo com estimativas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços praticados pela estatal estão cerca de 55% abaixo da paridade de importação.
De forma geral, a entidade calcula que a diferença média cobrada das distribuidoras é de R$ 1,15 por litro. Em alguns polos de distribuição específicos pelo país, essa defasagem chega a atingir a marca de R$ 1,43 por litro.

