Petrobras reajusta preço do gás natural em 19,2% para distribuidoras

Aumento médio de cerca de 19% passa a valer em maio e acompanha alta do petróleo no mercado internacional

Eloi Naves
Fachada do edifício sede da Petrobrás no Rio de Janeiro
Reajuste entrou em vigor na data do anúncio, 1º de maioFoto: Agência Petrobrás

A Petrobras anunciou, na última sexta-feira, reajuste médio de 19,2% no preço do gás natural vendido às distribuidoras, com vigência a partir da data. A atualização segue a política trimestral dos contratos e reflete principalmente a valorização do petróleo no mercado internacional, além da variação cambial.

Segundo a estatal, os contratos de fornecimento consideram três fatores principais para definição dos preços: a cotação do petróleo tipo Brent, o dólar e índices internacionais de referência do gás natural. A combinação desses elementos explica a elevação neste ciclo.

Como funciona o reajuste

O aumento incide sobre a chamada “molécula do gás”, que é a parte do produto comercializada pela Petrobras às distribuidoras. No entanto, o impacto final ao consumidor não é automático nem uniforme, já que o preço do gás envolve outros componentes, como transporte, impostos e a margem das distribuidoras estaduais.

Além disso, cada contrato possui particularidades, como volume contratado e condições comerciais, o que pode gerar variações regionais no repasse.

Impactos no consumo

O reajuste atinge diretamente segmentos relevantes da economia, como:

  • o gás natural canalizado utilizado em residências e comércios;
  • o gás natural veicular (GNV);
  • o consumo industrial, especialmente em setores intensivos em energia.

O gás de cozinha (GLP), vendido em botijões, não faz parte desse ajuste e segue outra política de preços.

Pressão internacional

A alta está ligada ao cenário global de energia, com o petróleo operando em patamares elevados. Como os contratos de gás no Brasil ainda têm forte correlação com o petróleo, qualquer movimento de alta tende a ser repassado ao mercado interno.

Reversão de tendência

O reajuste ocorre após um período de queda nos preços do gás natural no início do ano. Com a retomada da valorização do petróleo e do dólar, o movimento agora é de recomposição dos valores.

A Petrobras reforça que novos reajustes podem ocorrer ao longo de 2026, conforme a dinâmica do mercado internacional e as regras contratuais vigentes.

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