A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26) que reduzirá em 5,2% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo valor entra em vigor a partir desta terça-feira (27).
Com o reajuste, o preço médio de venda da estatal para as empresas distribuidoras passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma redução de R$ 0,14.
Esta é a primeira movimentação no preço do combustível em 2026. A última alteração havia ocorrido em 21 de outubro de 2025, quando a companhia aplicou um corte de 4,9%.
Em comunicado ao mercado, a empresa destacou a trajetória de queda no longo prazo. Segundo a estatal, desde dezembro de 2022, o recuo no preço da gasolina nas refinarias acumula R$ 0,50 por litro, uma queda de 26,9%, quando ajustada pela inflação do período.

Impacto na inflação e nas bombas
A decisão da Petrobras tende a gerar um alívio na inflação oficial do país. A gasolina é o subitem com maior peso individual na composição do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
No entanto, o repasse do corte para o consumidor final nos postos não é imediato nem garantido na mesma proporção. O valor cobrado nas bombas depende de uma série de variáveis que vão além do preço de refinaria, incluindo:
- Margens de lucro das distribuidoras e dos postos revendedores;
- Custo da mistura obrigatória de etanol anidro;
- Tributos federais e estaduais;
- Custos logísticos e de frete.
A “gasolina A”, que teve o preço reduzido, é o produto puro derivado de petróleo. Nos postos, o consumidor abastece com a “gasolina C”, que contém a mistura de etanol estabelecida pela legislação vigente.
Diesel segue estável
Diferentemente da gasolina, a Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alterações neste momento.
A companhia ressaltou, contudo, que o óleo combustível também apresenta trajetória de queda. Desde o fim de 2022, a redução acumulada no preço do diesel vendido pela estatal é de 36,3%, já descontada a inflação.
A política de preços da Petrobras busca alinhar seus valores às referências de mercado, evitando repassar a volatilidade conjunta das cotações internacionais do petróleo e da taxa de câmbio para o mercado interno.

