PIB de Minas Gerais cresce 1,4% e fecha 2025 em R$ 1,157 trilhão

Estimativa da Fundação João Pinheiro aponta avanço da economia mineira, com destaque para agropecuária, indústria e setor de serviços

Eloi Naves
Bandeira de Minas e Bandeira do Brasil hasteadas
Bandeira de Minas Gerais hasteada junto a Bandeira do BrasilFoto: Guilherme Dardanhan / ALMG

Minas Gerais encerrou 2025 com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 1,157 trilhão, registrando crescimento real de 1,4% em relação ao ano anterior, segundo dados da Fundação João Pinheiro (FJP). Em termos nominais, a alta foi de 9,1% frente a 2024, quando o estado havia alcançado a marca de R$ 1 trilhão.

O resultado confirma a continuidade da expansão econômica mineira, sustentada principalmente pelo desempenho da agropecuária, da indústria — com destaque para a atividade extrativa — e do setor de serviços, que inclui comércio, transporte e administração pública.

A participação de Minas Gerais no PIB nacional chegou a 9,1% em 2025, o maior patamar dos últimos quatro anos. O estado havia registrado 9% em 2022 e 2024, e 8,9% em 2023, reforçando seu peso na economia brasileira.

No campo, a agropecuária apresentou crescimento real de 3,2%, com valor adicionado bruto (VAB) estimado em R$ 98,2 bilhões. O avanço ocorreu mesmo diante de quedas em culturas como café, feijão e cana-de-açúcar, sendo compensado pelo aumento da produção de soja, milho, batata-inglesa, além da expansão na pecuária, com destaque para leite, ovos e suínos.

Já a indústria mineira alcançou VAB estimado em R$ 278,1 bilhões em 2025. O setor foi impulsionado principalmente pela mineração e pela indústria de transformação, refletindo a demanda por commodities e a retomada de parte da atividade industrial.

O setor de serviços também teve papel relevante no crescimento do PIB estadual, com avanço em segmentos como comércio, transporte e atividades administrativas, acompanhando o aumento do consumo e da movimentação econômica no estado.

Por outro lado, algumas áreas apresentaram desempenho negativo ao longo do ano, como os setores de energia, saneamento e construção civil, que acabaram limitando um crescimento mais robusto da economia mineira.

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