Procura por carros elétricos cresce 36% em Minas Gerais no início de 2026

Dados da Webmotors apontam salto de 36% nas buscas por elétricos 0km no primeiro trimestre; economia e redução de poluentes motivam consumidores

Sirley de Araújo
Carros elétricos sendo carregados.
Foto: Divulgação

Os carros eletrificados iniciaram 2026 em alta na preferência dos mineiros. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, as buscas por veículos elétricos zero quilômetro cresceram 36,3% entre janeiro e março deste ano em Minas Gerais. 

No mesmo período, os modelos híbridos novos avançaram 4,3%. Apesar do crescimento proporcional dos elétricos, os híbridos ainda lideram o volume total de interesse no estado. Atualmente, esses modelos concentram 76% das buscas, enquanto os 100% elétricos representam 24% do mercado de eletrificados.

Vantagens econômicas e autonomia

Para o diretor de marca do Grupo Carbel, Thiago Maia, a economia de combustível é o principal atrativo. “Tenho um cliente que, hoje, afirma economizar até R$ 2 mil de combustível por mês depois que migrou para o carro híbrido. Se ele ficar com este veículo por 36 meses, estamos falando de uma economia de R$ 72 mil em três anos”, destaca o executivo.

Além disso, Thiago Maia explica que o custo-benefício é indiscutível devido à entrega de potência e segurança. Entretanto, o especialista pondera que o modelo elétrico ainda possui limitações de infraestrutura para longas viagens. Por outro lado, o híbrido vence esse desafio ao permitir rodar até 1.200 quilômetros sem recarga externa. “Quando a bateria reduz, o motor a combustão começa a produzir energia elétrica, como se fosse uma espécie de gerador”, detalha.

Impacto ambiental e transição energética

A discussão também avança para o campo da sustentabilidade. A professora de Engenharia Ambiental do UniBH, Elizabeth Rodrigues, defende que o aumento na procura sinaliza uma consciência ecológica maior, a renovação da frota pode impactar diretamente a qualidade do ar.

Segundo a docente, veículos 100% elétricos liberam cerca de 13 gramas de CO2 por quilômetro. Em contraste, os motores a combustão superam 100 gramas. “O uso dos novos modelos vai representar uma queda de 80% a 90% de liberação desses gases ao longo do tempo”, afirma Elizabeth Rodrigues.

Nesse sentido, a matriz elétrica brasileira, majoritariamente renovável, torna a transição ainda mais vantajosa a médio e longo prazo. Embora os eletrificados ainda sejam uma parcela pequena da frota total, o interesse crescente é um passo fundamental para a redução de emissões no setor de transportes do Brasil.

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