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Regionalzão Notícias > Notícias > Colunas do Regionalzão: opinião, política, lazer e saúde com olhar regional > Poder > Quem são os maiores credores do Grupo Leão na recuperação judicial de R$ 345 milhões
Economia

Quem são os maiores credores do Grupo Leão na recuperação judicial de R$ 345 milhões

Bancos públicos e cooperativas lideram a lista de credores que somam mais de R$ 345 milhões

Adelino Júnior
Por
Adelino Júnior
Publicado 22 de novembro de 2025, 6:00
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A lista completa de credores da recuperação judicial do Grupo Leão revela quem são as instituições financeiras, empresas e fornecedores que concentram a maior parte dos R$ 345,4 milhões declarados no processo. Os dados constam no documento oficial apresentado à 2ª Vara Cível de Uberlândia, ao qual o Regionalzão teve acesso.

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A análise mostra forte presença de bancos públicos, cooperativas de crédito e multinacionais do agronegócio, que, somados, representam a maior fatia da exposição financeira do grupo.

Top 10 maiores credores

  1. Banco da Amazônia (BASA) — R$ 143.196.849,37 (Classe II)
  2. Sicoob Credipatos — R$ 35.619.400,27 (Extraconcursal)
  3. Sicoob Unicentro BR — R$ 34.236.602,79 (Extraconcursal)
  4. Sumitomo Chemical Brasil — R$ 29.487.380,00 (Classe III)
  5. Banco do Brasil — R$ 21.145.427,85 (Classe II)
  6. Sicoob Cocred — R$ 21.588.560,96 (Extraconcursal)
  7. Banco De Lage Landen (DLL) — R$ 20.061.304,27 (Extraconcursal)
  8. Caixa Econômica Federal — R$ 14.791.275,00 (Classe II)
  9. Agrex do Brasil — R$ 9.172.936,80 (Classe III)
  10. Banco Bradesco — R$ 7.918.748,55 (Extraconcursal)

Esses credores concentram a maior fatia dos R$ 345 milhões apresentados na recuperação judicial.

Credores de Uberlândia

Apesar de a maior parte dos credores estar concentrada em bancos públicos, cooperativas financeiras e empresas do agronegócio sediadas fora de Minas Gerais, a lista revela ao menos um credor localizado em Uberlândia. Trata-se da Liberali Serviços Empresariais Ltda, empresa enquadrada na Classe III (quirografária), que aparece no processo como prestadora de serviços ao grupo. O registro reforça que a recuperação judicial também impacta fornecedores locais que mantinham relações comerciais com o Grupo Leão.

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Perfil das dívidas

As dívidas do Grupo Leão se dividem principalmente em três categorias: financiamentos bancários, créditos de cooperativas e fornecimento de insumos agrícolas. As operações de Classe II representam empréstimos e financiamentos vinculados ao custeio e investimento rural. Já a Classe III engloba dívidas com fornecedores, compras de insumos, serviços e contratos sem garantia real. Os créditos extraconcursais referem‑se a operações que, pela legislação, não entram diretamente na negociação da recuperação judicial, como financiamentos específicos ativos, cédulas rurais e contratos recentes ainda em fase inicial de cobrança.

Odelmo Leão caminha ao lado da deputada federal Ana Paula Leão em Uberlândia.
Odelmo Leão e a deputada federal Ana Paula Leão durante agenda pública em Uberlândia. Foto: Divulgação

O que isso significa para o processo

O elevado volume concentrado em poucos credores — especialmente BASA, Sicoob e Banco do Brasil — indica que essas instituições terão peso decisivo na assembleia-geral de credores, momento em que o plano de recuperação judicial será votado. Normalmente, bancos e cooperativas adotam uma postura mais rígida nas negociações, exigindo previsões claras de pagamento, garantias e medidas de reestruturação operacional.

A predominância de dívidas vinculadas ao agronegócio mostra que a crise recente do setor impactou diretamente o Grupo Leão, reduzindo margens, comprometendo custos de produção e ampliando a dependência de crédito rural. Isso torna o processo ainda mais desafiador, já que parte das obrigações envolve contratos atrelados a safras futuras.

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Próximos passos da recuperação judicial

Nas próximas semanas, o grupo deve apresentar um plano de recuperação judicial, detalhando cortes, prazos de quitação, renegociações e estratégias para retomar a capacidade operacional. Após a apresentação, será convocada uma assembleia de credores para votação.

Caso o plano não seja aprovado ou não cumpra os requisitos legais, o processo pode avançar para um pedido de falência, embora este seja considerado o cenário mais extremo.

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