O empresário Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins, de Uberlândia, está novamente entre os bilionários brasileiros. Na lista de 2026 divulgada pela Forbes Brasil, o empresário aparece com patrimônio estimado em R$ 4,3 bilhões.
A nova edição do levantamento reúne 255 bilionários brasileiros, sendo 205 homens e 50 mulheres. Somadas, as fortunas masculinas chegam a R$ 1,53 trilhão, enquanto as mulheres da lista acumulam R$ 329,17 bilhões.
De um armazém em Uberlândia a um grupo nacional
A trajetória empresarial de Alair Martins está diretamente ligada a Uberlândia. O Grupo Martins começou em 1953, quando o empresário abriu um armazém de apenas 110 metros quadrados na cidade.
A partir daquele pequeno negócio, o grupo se transformou em uma das principais operações atacadistas e de distribuição do país. Segundo a Forbes, o Martins alcança todos os municípios brasileiros e trabalha com um portfólio superior a 20 mil itens.
O conglomerado também reúne negócios como a rede Smart Supermercados, o Tribanco, Tribanco Seguros, cartão Tricard, Universidade Martins do Varejo e Instituto Alair Martins.
Fortuna de R$ 4,3 bilhões
Na divisão da Forbes por setores econômicos, Alair Martins é o único representante da categoria de atacado entre os bilionários brasileiros de 2026, com patrimônio calculado em R$ 4,3 bilhões.
O empresário também figura entre os bilionários mais longevos do Brasil. Aos 92 anos, Alair aparece entre os cinco integrantes de maior idade da lista deste ano.
Na edição de 2025, seu patrimônio havia sido calculado em R$ 3,9 bilhões, quando ocupava a 101ª posição nacional. Considerando os valores divulgados pela Forbes nas duas edições, a fortuna atribuída ao empresário aumentou cerca de R$ 400 milhões em um ano.
Minas tem 20 bilionários
Alair também integra o grupo de 20 bilionários mineiros presentes na lista de 2026. Minas Gerais fica atrás de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37.
A metodologia da Forbes utiliza diferentes informações públicas para calcular os patrimônios. Entre os principais parâmetros estão participações societárias e, no caso de companhias negociadas em bolsa, as cotações de fechamento de 30 de junho de 2026. Bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações geralmente não entram na conta, o que significa que algumas fortunas podem estar subestimadas.
No topo do ranking brasileiro de 2026 está Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, com patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões. Na sequência aparecem Vicky Safra e família, com R$ 130,6 bilhões, e Jorge Paulo Lemann e família, com R$ 103,5 bilhões.

