Minas Gerais ultrapassou a marca de 97 mil novas empresas abertas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg). O volume representa um crescimento de 16,18% em relação ao mesmo período de 2024, quando 83.836 novos negócios foram formalizados.
Entre os principais destaques do levantamento está Uberlândia, que registrou 5.647 novas empresas no período. O desempenho coloca o município como o segundo maior polo de abertura de negócios em Minas, atrás apenas de Belo Horizonte, que somou 26.780 registros no ano.
A região do Triângulo Mineiro, onde Uberlândia se destaca como principal centro econômico, também apresentou alta: cresceu 13,06% no número de novas empresas em 2025, contribuindo significativamente para o avanço estadual.
O setor de serviços foi o que mais cresceu em Minas Gerais, com 72.389 novas empresas abertas, um aumento de 18,68% em comparação a 2024. O comércio aparece na sequência, com 20.584 registros (+9,71%). Já a indústria contabilizou 4.428 novas empresas (+8,61%).
Apesar do cenário positivo, o relatório da Jucemg também indica um alerta: foram 72.777 empresas encerradas em Minas ao longo de 2025 — alta de 45,11% frente ao ano anterior. Para especialistas, os números reforçam que abrir um negócio está mais fácil, mas manter a operação exige planejamento e estrutura financeira.
Segundo o economista Fernando Sette Júnior, da UniBH e UNA, o avanço no empreendedorismo mineiro está relacionado “a políticas públicas de estímulo, maior facilidade de formalização e diversificação econômica nas cidades do interior”. Ele destaca ainda que centros regionais como Uberlândia atraem novos negócios por infraestrutura logística, tamanho do mercado consumidor e capilaridade de serviços.
No caso de Uberlândia, as 5.647 novas aberturas indicam a força do ecossistema local. A expansão do comércio, o crescimento do setor de tecnologia, a presença de grandes empresas e a posição estratégica no eixo logístico nacional têm impulsionado a chegada de novos empreendedores e investidores à cidade.
Entretanto, a alta no número de baixas serve de alerta também para o município: a grande rotatividade reforça a necessidade de planejamento, acesso a crédito, capacitação e gestão eficiente para que novos empreendimentos se mantenham ativos por mais tempo.
Mesmo assim, o saldo geral do ano mostra que Uberlândia segue consolidada como uma das principais capitais do empreendedorismo em Minas Gerais — e com protagonismo crescente no ambiente de negócios do interior do país.


