A Prefeitura de Uberlândia e a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) firmaram um protocolo de entendimento para desenvolver projetos voltados ao uso do biometano no município e no Triângulo Mineiro. O acordo foi assinado nesta sexta-feira (7) pelo prefeito Paulo Sérgio e pelo presidente da companhia, Gustavo de Marchi.
A parceria estabelece uma cooperação institucional para identificar oportunidades e realizar estudos técnicos, econômicos e ambientais relacionados à utilização do combustível renovável. Entre as possibilidades está a adoção do biometano em frotas públicas e privadas, além do uso por empresas e indústrias.
Um dos pontos que serão avaliados é a possível conversão de veículos utilizados no transporte escolar municipal para o biometano. O acordo também prevê estudos para expansão da infraestrutura de distribuição e implantação de pontos de abastecimento em Uberlândia.
O protocolo inclui ainda o desenvolvimento de políticas públicas para estimular a produção e o consumo do combustível, além da capacitação técnica e do intercâmbio de experiências relacionadas à transição energética e à regulamentação do setor de gás.
O biometano é produzido a partir da purificação do biogás obtido por meio da decomposição de resíduos orgânicos. Por possuir características semelhantes às do gás natural, pode ser utilizado como combustível em veículos e também como fonte de energia para atividades industriais e comerciais.
Planta de biometano anunciada na região
A assinatura do acordo ocorre em meio aos projetos para expansão da produção e distribuição de biometano no Triângulo Mineiro.
Em abril de 2025, durante a abertura da Safra Mineira de Cana-de-Açúcar 2025/2026, realizada na Usina Vale do Tijuco, foi anunciada a instalação de uma planta de biometano entre Uberlândia e Uberaba. O investimento estimado para o empreendimento é de R$ 200 milhões.
O projeto reforça o potencial da cadeia sucroenergética da região para a produção do combustível renovável e coloca o biometano como uma alternativa para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
Além da produção, a expansão da rede de distribuição é considerada uma das etapas necessárias para permitir que o combustível chegue a indústrias, empresas, postos de abastecimento e outros consumidores.
Segundo a Prefeitura, o acordo com a Gasmig também permitirá o compartilhamento de dados, estatísticas e informações técnicas necessárias aos estudos de viabilidade. Município e companhia poderão atuar conjuntamente perante órgãos reguladores, entidades empresariais e outras esferas do poder público.
O protocolo terá duração inicial de 12 meses, contados a partir da assinatura, e poderá ser prorrogado.

