Minas Gerais iniciou 2026 mantendo o fôlego na dinâmica empresarial. Em janeiro, o estado registrou a abertura de 11.129 novas empresas, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) divulgados nesta sexta-feira (13). O balanço aponta para uma concentração expressiva no setor de serviços, que responde por quase oito em cada dez novos CNPJs mineiros.
No recorte geográfico, o Triângulo Mineiro reafirmou sua posição estratégica, figurando como a terceira região com maior volume de novos negócios (1.070). O desempenho é puxado por Uberlândia, que se isolou como a segunda cidade mais empreendedora do estado, superando polos industriais tradicionais da Grande BH e do Sul de Minas.
Com 578 novos registros apenas no primeiro mês do ano, Uberlândia consolida-se como o principal motor econômico do interior. O número coloca a cidade à frente de municípios como Juiz de Fora (307) e Contagem (301).
A performance uberlandense reflete a maturidade do ecossistema local, que combina logística privilegiada a um setor de serviços robusto. No ranking estadual de municípios, a cidade do Triângulo é a única a manter uma distância segura das demais cidades do interior, aproximando-se da dinâmica da capital, Belo Horizonte, que liderou com 3.165 constituições.

Raio-X dos Setores
A radiografia do empreendedorismo mineiro em janeiro revela uma economia cada vez mais voltada ao terciário:
- Serviços: 8.630 empresas (77,5% do total)
- Comércio: 2.055 registros (18,5%)
- Indústria: 444 novos negócios (4%)
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, os números são fruto de políticas de desburocratização iniciadas em 2019. “O resultado reforça a solidez do nosso ambiente de negócios”, afirma. Desde o início da gestão, o estado soma mais de 570 mil empresas abertas.
Apesar do otimismo, o mercado registrou 7.565 extinções de empresas no período. O número, no entanto, é 2% inferior ao registrado em janeiro de 2025 (7.719 baixas), o que sugere uma maior resiliência dos negócios atuais.
Segundo a presidente da Jucemg, Patricia Vinte Di Iório, o saldo permanece positivo. “O ritmo consistente indica um ambiente mais estável e favorável ao empreendedor”, avalia. Vale ressaltar que os dados da Jucemg não incluem os Microempreendedores Individuais (MEIs), cujos registros são processados pelo Governo Federal.
