O comércio de Uberlândia deve registrar um dos períodos mais aquecidos dos últimos anos neste fim de 2025. Um levantamento realizado pela CDL Uberlândia ao longo de novembro indica que o consumidor local está disposto a manter a tradição de compras de Natal, reforçando o otimismo dos empresários e redesenhando expectativas para o fechamento do ano.
Segundo a sondagem, 94% dos entrevistados afirmam que irão presentear neste Natal, sinal claro da força do consumo sazonal. O levantamento também revela um comportamento de compra consistente: 48% planejam adquirir até três presentes, enquanto 40% devem comprar de quatro a seis itens. Apenas 12% pretendem ultrapassar essa quantidade.
Entre os produtos mais procurados, o destaque continua com itens tradicionais do varejo natalino. Roupas e calçados lideram a intenção de compra, citados por 68% dos consumidores. Em seguida aparecem perfumes, cosméticos e itens de beleza (57%), além de produtos alimentícios típicos da época – como panetones, chocolates e vinhos – com 39%. Brinquedos e acessórios foram indicados por 38% dos entrevistados. Há também crescimento no interesse por livros (25%) e por itens artesanais ou personalizados (23%).
Orçamento e ticket médio
O estudo aponta que a maior parte dos consumidores pretende gastar entre R$ 101 e R$ 300 com presentes (49%). Outros 25% devem desembolsar de R$ 301 a R$ 600. Há ainda um recorte relevante: 41% dos entrevistados afirmam que gastarão mais do que em 2024, enquanto 30% manterão o mesmo nível de despesas e 29% reduzirão o orçamento.
Quando avaliado o ticket médio por presente, 41% devem gastar entre R$ 51 e R$ 100. Para 29%, o valor não ultrapassará R$ 50. Já 24% estimam investir entre R$ 101 e R$ 200 por item.
A maior parte das compras de Natal deve se concentrar no início de dezembro, período escolhido por 62% dos entrevistados. Outros 24% devem deixar para as duas semanas anteriores ao Natal, enquanto 14% iniciaram as compras ainda em novembro.
O comportamento de consumo também reflete a diversificação dos canais de venda: 35% dos consumidores afirmam comprar com mais frequência online; 32% preferem o comércio de rua; 17% optam por shopping centers e 16% por lojas de bairro.
Entre os fatores que mais desestimulam a experiência de compra no período natalino, 48% dos consumidores citam os preços altos, seguidos por filas longas (24%), lojas cheias (14%), falta de opções (10%) e dificuldade de estacionamento (4%).
Já os itens que mais influenciam a decisão de compra são promoções e descontos (40%), preço (21%), horário estendido (17%), qualidade dos produtos (12%), atendimento (6%), indicações de amigos e facilidade de pagamento (2% cada).
Para a superintendente da CDL, Lécia de Queiroz, os dados reforçam o potencial do comércio em dezembro:
“O conjunto de informações revela um consumidor disposto a manter a tradição natalina, atento aos preços, mas motivado por ofertas, variedade e conveniência. O 13º salário reforça o orçamento, e há uma oportunidade para que empresas superem os resultados do ano, desde que estejam preparadas para atender às expectativas do cliente.”
Horários do comércio no Natal e Ano Novo
Além da sondagem com consumidores, a CDL também ouviu empresários sobre o funcionamento do comércio no período festivo.
Véspera do Natal (24/12):
- 56% manterão o horário comercial tradicional
- 22% funcionarão até as 21h
- 11% até as 20h
- 11% até as 19h
Dia 26/12:
- 67% funcionarão em horário normal
- 33% encerrarão às 19h
Véspera do Ano Novo (31/12):
- 43% manterão horário comercial
- 29% funcionarão até as 19h
- 14% até as 21h
- 14% até as 20h
Dia 2 de janeiro:
- 86% abrirão em horário regular
- 14% funcionarão até as 20h
Os dados mostram um comércio que busca ajustar o funcionamento ao fluxo de clientes, equilibrando conveniência, logística e demanda no período mais movimentado do ano.


