Usiminas eleva preço do aço em 5% após impactos da guerra no Oriente Médio

Alta nas matérias-primas e conflito internacional pressionam custos da siderúrgica mineira, que aplica segundo reajuste do ano

Sirley de Araújo
A imagem mostra um homem todo vestido comtrages proprios para trabalhar em alta temperatura
Foto: Divulgação

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) elevou os preços do aço para o setor de distribuição e para o mercado spot. O reajuste de aproximadamente 5% entrou em vigor a partir de 1º de abril. Além disso, os contratos industriais atualizados na mesma data também receberam um aumento semelhante.

De acordo com o vice-presidente comercial do grupo, Miguel Homes, a decisão foi comunicada durante uma teleconferência realizada nesta sexta-feira (24). O principal motivo para o aumento é a pressão nos custos gerada pela guerra no Oriente Médio. O conflito, iniciado no fim de fevereiro, criou um cenário econômico desafiador para os próximos trimestres, conforme apontado no balanço financeiro da companhia.

Pressão nas matérias-primas

Por sua vez, o vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Diego Garcia, explicou que a maior parte das matérias-primas já apresenta alta. Ele citou especificamente o coque, o carvão e, principalmente, as placas de aço. O planejamento de compras poupou a empresa da alta nos preços das placas no primeiro trimestre, mas o aumento atingirá o negócio integralmente no segundo trimestre.

Nesse sentido, a diretoria da Usiminas ressaltou que permanece atenta aos desdobramentos do conflito internacional. “Não temos definidos esses ajustes, mas continuamos monitorando de perto essa situação, que, sem dúvida, gera uma pressão e uma volatilidade muito importantes para os nossos custos locais”, afirmou Miguel Homes.

Vale lembrar que esta é a segunda vez no ano que a siderúrgica ajusta seus valores. Em janeiro, a empresa já havia aplicado uma alta de 5% para os distribuidores. Naquela ocasião, o objetivo era recuperar as margens de lucro que foram pressionadas pelo alto fluxo de importações nos últimos três anos. Portanto, a instabilidade global deve continuar ditando o ritmo dos preços nos próximos meses.

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