Durante a reinauguração do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Minas Gerais, em Uberlândia, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou que não vai admitir interferência de outros poderes nas decisões administrativas do governo estadual, especialmente no que diz respeito à política educacional e à implantação de escolas cívico-militares.
Ao comentar decisões que barraram o avanço desse modelo na rede estadual, Simões adotou um tom duro e afirmou que seguirá com a política caso assuma o comando do Executivo mineiro.
“Podem preparar para mandar me prender, porque eu vou abrir colégio cívico-militar assim que eu entrar no exercício como governador do estado dentro de menos de 60 dias. Eu não admito interferência de Judiciário, de Tribunal de Contas em decisões administrativas”, afirmou o vice-governador durante o evento em Uberlândia.
A agenda marcou a entrega da nova sede do Colégio Tiradentes no município, que agora passa a contar com estrutura própria e ampliada para atender alunos do ensino fundamental e médio. A unidade substitui prédios alugados utilizados anteriormente e integra o pacote de investimentos do governo estadual na rede de ensino vinculada à Polícia Militar.
Simões criticou o que classificou como extrapolação de atribuições por parte do Judiciário e de órgãos de controle, defendendo que cabe ao Poder Executivo definir diretrizes administrativas e políticas públicas na área da educação. Segundo ele, o modelo cívico-militar contribui para a disciplina, organização e melhoria do ambiente escolar.
O vice-governador também destacou que regiões como o Triângulo Mineiro devem continuar no radar do governo para a expansão desse modelo educacional, reforçando que a proposta seguirá como prioridade na agenda estadual.
A reinauguração do Colégio Tiradentes em Uberlândia faz parte das ações do governo de Minas voltadas à modernização da infraestrutura educacional e à valorização do ensino com participação da Polícia Militar.
