Os professores da rede municipal de Uberlândia iniciam uma paralisação geral nesta terça-feira, dia 31 de março. A decisão, tomada em assembleia no último dia 26, inclui a redução da jornada de trabalho e a deflagração do “estado permanente de greve”. O movimento terá concentração na Praça Cívica, ao lado da Prefeitura, onde os profissionais protestam contra a falta de propostas do governo municipal.

Reivindicações da categoria
O Sindicato dos Professores Municipais de Uberlândia (SINPMU) protocolou oficialmente as demandas junto ao gabinete do prefeito Paulo Sérgio. Entre os principais pontos solicitados estão o reajuste salarial de 7% retroativo a janeiro de 2026 e a fixação do vale-alimentação no valor de R$ 1.000,00. Além disso, os docentes buscam a recomposição de perdas salariais e medidas eficazes de proteção à saúde do professor.

Falta de diálogo e comparação regional
Segundo a vice-presidente do SINPMU, Júnia Alba, a categoria decidiu cruzar os braços devido à inércia da gestão municipal. O sindicato aponta que municípios vizinhos já apresentaram índices de reajuste e, em alguns casos, os pagamentos já constam nos contracheques dos servidores. Em contrapartida, Uberlândia ainda não apresentou uma proposta que atenda às expectativas da classe.
A presidente do sindicato, Gilvana Pimenta, reforça que a paralisação é uma resposta ao descaso com a valorização do serviço público. O estado de greve permanecerá ativo até que o governo apresente uma proposta oficial para negociação. Por enquanto, o movimento busca pressionar a prefeitura para que o diálogo avance e os direitos dos professores sejam garantidos.

