Uma lista divulgada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-UTE/MG) aponta que três escolas estaduais em Sacramento estão em processo de consulta para uma possível adesão ao modelo de ensino cívico-militar. A proposta, que partiu do Governo de Minas, envolve centenas de instituições em todo o estado, e agora a decisão final caberá a cada comunidade escolar.
O processo funciona por meio de uma votação, na qual pais, responsáveis, estudantes maiores de 16 anos e funcionários de cada escola poderão opinar sobre a implementação do novo sistema. A mudança só ocorrerá se a maioria dos votantes for favorável. A consulta tem gerado um amplo debate sobre os rumos da educação pública na região.
Cenário no Triângulo Sul
No Triângulo Sul, a cidade de Sacramento consta na lista com três escolas indicadas para a consulta. A iniciativa estadual também inclui outras cidades importantes da região. Em Uberaba, por exemplo, 12 escolas foram indicadas, enquanto em Araxá, no Alto Paranaíba, o número chega a seis.
Confira a lista das escolas de Sacramento
Segundo o documento, as três escolas da cidade que passarão pela consulta são:
- EE Coronel José Afonso de Almeida
- EE Sinhana Borges
- EE Escritora Carolina Maria de Jesus
O Sindi-UTE/MG tem se posicionado de forma crítica à proposta, argumentando que o modelo representa a militarização do ambiente escolar e não soluciona os problemas estruturais da educação. A discussão segue aberta enquanto as comunidades escolares se preparam para votar.
O que é uma escola cívico-militar?
É importante entender a diferença fundamental entre os modelos. A escola militar, como os Colégios Militares do Exército ou da Polícia Militar, é integralmente gerenciada e mantida pelas Forças Armadas ou corporações de segurança estaduais. Nela, tanto a gestão administrativa quanto a pedagógica são de responsabilidade militar. Por outro lado, a escola cívico-militar é uma escola pública civil que adere a um modelo de gestão compartilhada. Nesta parceria, a parte pedagógica — como o currículo e as aulas — permanece sob a responsabilidade dos professores e diretores da rede civil de ensino. Os militares, geralmente da reserva, assumem funções administrativas e de monitoria, focando na disciplina, na organização e no desenvolvimento de atividades cívicas dos alunos, mas sem lecionar.
