A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) inicia, às 11h desta terça-feira (10), o período de inscrições para um processo seletivo especial que visa a inserção de refugiados, apátridas e portadores de visto humanitário no ensino superior na cidade. A iniciativa, que integra a política de internacionalização solidária da instituição, oferece 86 vagas em diversos cursos de graduação para o primeiro semestre letivo de 2026.
Diferente dos processos tradicionais, a seleção não contará com provas presenciais ou cobrança de taxa de inscrição. O critério de avaliação será o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sendo aceitas as notas das edições de 2023, 2024 ou 2025. Caso o candidato tenha realizado o exame mais de uma vez, o sistema considerará automaticamente a pontuação mais alta.

Público-alvo e Categorias
O edital DIRPS nº 10/2026 estabelece cinco perfis de beneficiários que podem pleitear as vagas:
- Solicitantes de refúgio (com protocolo provisório);
- Refugiados reconhecidos pelo Estado brasileiro;
- Asilados políticos;
- Apátridas;
- Portadores de visto ou residência por acolhida humanitária.
Para participar, é necessário que o candidato tenha concluído o Ensino Médio ou equivalente. As vagas estão distribuídas entre os campi de Uberlândia (Santa Mônica, Umuarama, Glória e Educação Física), Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas.
Cronograma e Inscrições
Os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente pelo Portal de Seleção da UFU até as 16h do dia 24 de fevereiro. A Diretoria de Processos Seletivos (DIRPS) alerta que os dados pessoais informados, como nome e CPF, devem estar rigorosamente iguais aos registrados na base da Receita Federal para evitar o cancelamento da inscrição.
Calendário do Processo Seletivo:
- Início das inscrições: 10/02/2026, às 11h
- Término das inscrições: 24/02/2026, às 16h
- Classificação preliminar: 04/03/2026
- Resultado final e 1ª chamada: 16/03/2026
A medida reforça o papel social das universidades federais no acolhimento de populações forçadas a deixar seus países de origem por conflitos, perseguições ou crises humanitárias, permitindo a continuidade de suas trajetórias acadêmicas e profissionais em solo brasileiro.
