
A Federação Mineira de Futebol (FMF) decidiu interditar o Estádio Frei Norberto, em Paracatu, após uma série de incidentes ocorridos durante a partida entre a Associação Esportiva Paracatu e o Boa Esporte Clube, válida pela segunda rodada do hexagonal final do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.
De acordo com o ofício nº 071/2025, emitido pela Diretoria de Competições (DCO) da FMF nesta segunda-feira (10), o veto ao estádio foi motivado por “episódios de violência, distúrbios e falhas graves na estrutura”, conforme previsto no artigo 33 do Regulamento Específico da Competição.
A súmula da partida e o relatório do delegado relatam um “princípio de tumulto generalizado” durante a segunda paralisação do jogo, quando diversas pessoas invadiram o campo. Entre os identificados, estavam o presidente do Paracatu, Roberto Cunha Miranda, e o gerente de futebol, Marcelo Augusto, que teriam trocado empurrões com atletas e membros da comissão técnica do Boa.
O secretário municipal de Esportes, Thiago Batista Ramos, também invadiu o campo e, segundo o documento, dirigiu ofensas ao assistente de arbitragem com os dizeres: “Vai tomar no c*”. Além disso, uma pedra foi arremessada em direção ao mesmo assistente, e um homem identificado como Isaac Santos Gonçalves, apontado como responsável pelo estádio, teria ameaçado a equipe de arbitragem afirmando: “Eu sei qual carro vocês estão, vou pegar vocês lá fora, vou moer vocês na porrada e quebrar o carro de vocês.”
O relatório também aponta falhas de segurança, como alambrados baixos, portões frágeis e omissão da empresa contratada para garantir a ordem no local. As imagens da transmissão ao vivo do jogo, disponíveis no YouTube, foram citadas pela FMF como confirmação dos fatos narrados.
Com a decisão, o Paracatu está proibido de mandar jogos no Frei Norberto até o fim da competição. A DCO designou o Estádio Pedro Alves do Nascimento, em Patrocínio, como novo local da partida contra o Novo Esporte, válida pela quinta e última rodada do hexagonal, marcada para o dia 22 de novembro.
O clube mandante deverá arcar com todas as despesas referentes à mudança, incluindo aluguel do estádio, iluminação, limpeza e ambulância. O caso também foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) para as medidas disciplinares cabíveis.


