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Regionalzão Notícias > Notícias > Esportes > CBF anuncia novas regras de Fair Play Financeiro para 2026
Esportes

CBF anuncia novas regras de Fair Play Financeiro para 2026

Sistema será obrigatório para clubes das Séries A e B e prevê limites de gastos, controle de dívidas e punições esportivas

Eloi Naves
Por
Eloi Naves
Publicado 27 de novembro de 2025, 6:00
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quarta-feira (26/11) a implantação oficial do Fair Play Financeiro, um conjunto de regras que passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 para clubes das Séries A e B. O objetivo é promover maior sustentabilidade financeira, reduzir dívidas e controlar gastos excessivos no futebol brasileiro.

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O novo regulamento estabelece parâmetros para equilíbrio orçamentário, controle de custos com elencos, limites de endividamento e transparência na gestão dos clubes. A medida acompanha modelos já adotados na UEFA e em ligas como a Premier League.

Registro obrigatório de dívidas e contratos

Pelo sistema, todos os clubes deverão registrar dívidas, contratos de atletas, acordos de transferência e demais obrigações financeiras em três janelas anuais:

31 de março, 31 de julho e 30 de novembro.

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Dívidas assumidas a partir de 2026 estarão sujeitas à punição imediata. Já débitos anteriores terão um período de adaptação até 30 de novembro de 2026, servindo como fase de transição.

Limites para déficits operacionais

A CBF exigirá que os clubes busquem equilíbrio operacional. Déficits serão permitidos desde que cobertos por aportes financeiros.

Os limites estabelecidos são:

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  • Série A: até R$ 30 milhões ou 2,5% da receita (o que for maior);
  • Série B: até R$ 10 milhões ou 2,5% da receita.

Essas regras serão obrigatórias a partir de 2028, com 2026 e 2027 funcionando como período educativo, com advertências.

Gastos com elencos terão teto de 70% da receita

Um dos pontos centrais do novo Fair Play é o controle de gastos com futebol profissional, incluindo salários, direitos de imagem, encargos e amortizações.

Os gastos totais com o elenco não poderão ultrapassar 70% da soma da receita operacional, valores de transferências e aportes.

Assim como outras regras, o limite será aplicado com rigor apenas a partir de 2028.

Limites de endividamento

O sistema também cria uma barreira para endividamento de curto prazo. A dívida líquida nessa categoria não poderá exceder 45% das receitas relevantes. O prazo final para ajuste completo será 2030, com período de adaptação até 2027.

Fiscalização ficará a cargo da ANRESF

Para garantir transparência e cumprimento das normas, a CBF criou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O órgão será independente e terá sete membros especializados para monitorar informações, julgar infrações e aplicar punições.

Punições previstas

O descumprimento das regras poderá gerar penalidades tanto para clubes quanto para dirigentes, incluindo:

  • advertência;
  • multa;
  • retenção de receitas;
  • proibição de registrar novos atletas (transfer ban);
  • perda de pontos;
  • rebaixamento;
  • suspensão ou cassação da licença de competição.

Dirigentes podem ser suspensos, multados ou até banidos do futebol em casos graves.

Transição até 2030

As primeiras exigências passam a valer já em 2026, com monitoramento de dívidas e registros de contratos. Os limites financeiros completos entram em vigor ao longo dos anos seguintes, com implementação total prevista para 2030.

A CBF afirma que o Fair Play Financeiro representa um marco histórico e deve colocar o futebol brasileiro em um novo patamar de gestão, com mais transparência e responsabilidade fiscal.

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