Um assunto antigo voltou a ganhar força entre os torcedores do Uberlândia Esporte Clube nos últimos dias: o Verdão deveria deixar o gigante do Parque do Sabiá e mandar seus jogos no acanhado Airton Borges? Para entender o que a torcida pensa sobre essa possível mudança, um vídeo gravado no estádio ouviu a opinião de alguns torcedores. A discussão gira em torno de um ponto central: o tamanho da casa atual e o impacto disso dentro de campo.
Um gigante para poucos
O Parque do Sabiá é considerado um dos maiores e melhores estádios do Brasil, com capacidade liberada atualmente para quase 40 mil pessoas. No entanto, a média de público do Uberlândia na temporada gira em torno de 5 mil torcedores por partida. O maior público do ano foi de aproximadamente 12 mil pessoas — número que, apesar de bastante expressivo, ainda deixa grande parte das arquibancadas vazias.
O resultado é um cenário que, para muitos torcedores, tira o “peso” do mando de campo. Além da questão do público, há também o aspecto estrutural: arquibancadas distantes do gramado, com uma pista de atletismo e uma fossa separando torcedores e campo. Para parte da torcida, isso reduz a pressão sobre adversários e arbitragem.

Mudar de estádio é a solução?
Com capacidade para quase 40 mil pessoas, o Parque do Sabiá é considerado um dos grandes patrimônios da cidade. Parte da torcida entende que jogar em um estádio desse porte é um privilégio e representa a grandeza do clube. Para esses torcedores, a solução não está em mudar de casa, mas em fortalecer o elenco e melhorar o desempenho. “Não é o estádio que vai fazer o time ganhar. Tem que melhorar o time para encher o estádio”, resumiu um dos entrevistados.
Retrospecto preocupa
Um dos principais argumentos que alimentam o debate é o desempenho do time em casa. Até este momento de 2026, o Uberlândia disputou cinco partidas como mandante e não conquistou nenhuma vitória no próprio estádio. Para alguns torcedores ouvidos no vídeo, o ambiente “distante” pode influenciar negativamente.
O próprio presidente da SAF, Fábio Mineiro, comentou o assunto. Segundo ele, “ter o Parque do Sabiá é um privilégio, mas o retrospecto do Uberlândia aqui é péssimo”. O dirigente também admitiu que o estádio Airton Borges pode ser considerado no planejamento futuro: “O Airton Borges é sim uma opção, até pensando nos próximos anos. Antes, precisamos investir e melhorar a estrutura”. Apesar das discussões, ele reforça que toda decisão será tomada com foco no clube: “Vamos fazer o que for o melhor para o Uberlândia”.
Estádio menor, mais pressão?
O Airton Borges, com estrutura mais enxuta e arquibancada próxima do campo, é visto por parte da torcida como uma chance de criar um ambiente hostil aos adversários. Durante as entrevistas, as opiniões se dividiram entre a tradição do Sabiá e a estratégia de transformar um estádio menor em um verdadeiro caldeirão. O debate segue aquecido na internet e, principalmente, nas arquibancadas.

Não é solução porque no Airton Borges a arquibancada é longe também. Ainda tem um gramado duro, ruim, é desconfortável pro torcedor e a estrutura é precária demais. E mais, o Parque do Sabiá não tem culpa nenhuma da quantidade de gols que os atacantes perderam. Siga no Parque mesmo.
Só troquem a grama do Parque, urgente, a atual é pesada demais, o jogo é sempre lento, isso sim facilita quem vem aqui jogar pra se defender. Se não tiver verba pra gramado de estádio de copa (grama bermuda), que coloquem sintético mesmo, será até mais econômico pra prefeitura e ainda permitirá eventos.