O Uberlândia Esporte Clube pode ter uma nova casa para os próximos jogos. A possibilidade de mandar partidas no estádio Airton Borges foi admitida pelo diretor da SAF do clube, Fábio Mineiro, em entrevista concedida ao jornalista Marcel, da página “Eu Sou do Esporte”.
A declaração ocorreu após a derrota do último sábado e reacendeu o debate sobre o tamanho do Parque do Sabiá para a realidade atual do clube. O estádio municipal tem grande capacidade, mas nem sempre recebe público suficiente para ocupar boa parte das arquibancadas.
O dirigente destacou que o estádio menor pode criar um ambiente mais pressionado para os adversários. “É um estádio que a gente consegue botar ali oito, dez mil pessoas. Fica uma pressão”, explicou.
Ele ainda citou exemplos de clubes goianos que atuam em estádios com menor capacidade. “Lá em Goiás joga Goiânia, Atlético Goianiense e Vila em campos menores, com estádio com dez a doze mil pessoas”, comparou.
Ambiente mais compacto e pressão da torcida
A avaliação interna é que um estádio mais compacto pode aproximar o torcedor do gramado e aumentar o fator casa. Fábio Mineiro reforçou que a ideia está em análise e não é uma decisão imediata.
“A gente está vendo sim para mandar jogos lá. Se depender de investimento mais pontual, mais rápido também. Não se reforma estádio de um dia para o outro, mas a gente já tem que pensar nos próximos anos”, ponderou.
O dirigente também destacou que Uberlândia possui duas praças esportivas relevantes. “A gente acaba tendo dois estádios na cidade, é um privilégio também”, completou.
Além disso, o Parque do Sabiá está atualmente liberado pela Polícia Militar para receber até 39.999 torcedores. No entanto, no último jogo em casa — Uberlândia x Pouso Alegre, realizado no dia 14 de fevereiro, às 19h — o público registrado foi de 12.508 presentes. O número representa pouco mais de um terço da capacidade autorizada, o que reforça o debate interno sobre a utilização de um estádio mais compacto para determinados jogos. Por outro lado, historicamente, a torcida comparece em maior número quando o time vive boa fase.
Portanto, a discussão envolve não apenas estrutura, mas também desempenho esportivo.
Até lá, o tema segue como possibilidade para os próximos anos — e como parte do planejamento estratégico da SAF do clube.

