Araguari: mulher é condenada a 12 anos por triplo homicídio da família Monare

Stefânia Andrade Resende foi condenada a 12 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.; defesa provavelmente irá recorrer da decisão.

Lorena Marques
Foto: Reprodução /Facebook

Stefânia Andrade Resende foi condenada a 12 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pela morte da família Monare. A sentença por triplo homicídio ocorreu após julgamento nesta quarta-feira (24), no Fórum de Araguari. A ré, que atualmente vive em São Paulo, não compareceu. Um mandado de prisão foi expedido.

Em 2018, a mulher, sem CNH na época, dirigia um carro que colidiu com o veículo da família na BR-050. O acidente resultou na morte de Alessandro, Belkis e o filho Samuel. Apenas o caçula, de seis anos, sobreviveu e foi resgatado dois dias depois, à beira da rodovia. O advogado de Stefânia, Myqueias Balbino Mendes, afirmou que a defesa provavelmente irá recorrer da decisão.

Foto: Reprodução /Facebook

Durante o julgamento, a acusação apresentou provas e defendeu que a ré respondesse pelos homicídios e tentativa de homicídio. Em seguida, os advogados de defesa apresentaram seus argumentos.

A defesa nega que Stefânia tenha omitido informações sobre a presença de outro carro no acidente. Para sustentar a tese, foi apresentado um áudio de uma ligação feita por uma das amigas que estava no veículo para a central da MGO, concessionária da rodovia.

Além disso, os defensores afirmam que Stefânia não estava alcoolizada no momento da batida, mas que ingeriu bebida alcoólica no dia anterior. Sobre a ausência de CNH, alegaram se tratar de imperícia.

Relembre o caso

No dia 7 de outubro de 2018, a família Monare voltava de uma viagem em Rio Quente (GO) para Campinas (SP). Eles viajavam para comemorar o aniversário da mãe, Belkis. No carro estavam o pai Alessandro, a mãe Belkis, e os filhos Samuel, de 8, e o caçula, de 6 anos.

A investigação da Polícia Civil indicou que Stefânia, com 21 anos na época, dirigia de Araguari para Uberlândia com duas amigas. Segundo testemunhas, elas passaram a noite em uma festa, consumindo bebidas alcoólicas e, possivelmente, drogas. Imagens mostraram que, momentos antes da batida, os veículos trafegavam na pista da direita. O carro de Stefânia invadiu a pista da esquerda de forma irregular e colidiu com o carro dos Monare, que caiu em uma vala.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Familiares e amigos estranharam o atraso da família e iniciaram buscas. Corpo de Bombeiros, PRF e MGO Rodovias também foram acionados, mas o carro só foi encontrado dois dias depois, em 9 de outubro. O filho caçula, de seis anos, saiu do veículo e escalou o barranco. Ele foi visto por um caminhoneiro e resgatado. A criança, em choque, conseguiu dizer seu nome e idade. Levada para o hospital, ele recebeu alta e voltou para Campinas com a família.

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