O assédio eleitoral no trabalho já registra 223 denúncias no Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2026. Apenas durante o mês de agosto, período em que a campanha eleitoral começou oficialmente, o órgão recebeu 95 queixas de profissionais constrangidos por empregadores. Por esse motivo, as autoridades intensificam a fiscalização para preservar a liberdade de voto em todo o Brasil.
Entre janeiro e julho deste ano, os trabalhadores formalizaram 128 registros junto ao órgão ministerial. Esse volume supera em 25,5% o total contabilizado no mesmo período de 2024 e representa uma marca 16 vezes maior que a de 2022. No entanto, o MPT ressalta que os dados compilados traduzem denúncias recebidas para investigação, sem constituir, necessariamente, condenações definitivas.
Entenda o que caracteriza o crime
Historicamente, o país registrou picos expressivos desse tipo de conduta. Durante as eleições de 2022, por exemplo, o MPT acolheu 3.370 denúncias, enquanto o pleito municipal de 2024 reuniu 905 notificações.
De acordo com a advogada especialista em direito empresarial e trabalhista, Cris Dorneles, o assédio ocorre quando alguém usa a relação de trabalho para coagir subordinados:
“Assédio eleitoral acontece quando alguém utiliza a relação de trabalho, o poder hierárquico ou a estrutura da empresa para pressionar, constranger, ameaçar ou tentar influenciar a escolha política ou o voto de um trabalhador.”
Além de violar direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, a prática sujeita as empresas a multas pesadas e ações civis públicas.
Como trabalhadores de Minas Gerais e do país podem denunciar
As denúncias podem ser protocoladas de forma anônima e gratuita pelo site oficial do Ministério Público do Trabalho, por meio do aplicativo MPT Pardal ou presencialmente nas procuradorias regionais. O sigilo assegura a proteção da fonte contra possíveis retaliações patronais.
As informações são do portal Diário do Comércio.

