A Justiça determinou a soltura de um dos investigados pelo sequestro e morte de Euclides de Oliveira, de 62 anos, em Uberlândia. A decisão ocorreu após um pedido da própria Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. De acordo com o delegado Carlos Fernandes, as apurações comprovaram que o suspeito não participou diretamente da execução e do rapto da vítima.
Os policiais encontraram o carro utilitário Fiorino, usado no crime, na residência do investigado. Por causa disso, a polícia o deteve no início de junho. No entanto, o homem alegou que apenas guardou o veículo como um favor para um conhecido. Diante desse cenário, a corporação constatou a ausência de provas sobre o envolvimento dele no assassinato de Euclides.
O investigado deixou o Presídio Professor Jacy de Assis e responderá ao processo em liberdade. Contudo, ele precisa cumprir medidas cautelares rigorosas impostas pelo Poder Judiciário. O homem deve manter o endereço atualizado e comparecer a todas as convocações judiciais. Além disso, o tribunal proibiu qualquer contato dele com testemunhas ou outros investigados do caso.
Caso ele descumpra qualquer uma das regras estabelecidas, a Justiça poderá decretar uma nova prisão preventiva imediatamente. Portanto, a concessão da liberdade provisória exige cooperação total com as autoridades policiais ao longo do processo.
Relembre o caso Euclides em Uberlândia
Euclides de Oliveira desapareceu no dia 8 de junho no bairro Tibery, em Uberlândia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que criminosos armados o colocaram à força dentro de um veículo branco. Posteriormente, os criminosos transferiram a vítima para a Fiorino e a levaram para um galpão no bairro Jardim Europa.
Infelizmente, equipes de resgate localizaram o corpo de Euclides no dia 16 de junho. O cadáver estava concretado dentro de uma carcaça de geladeira em um lote vago perto do Parque Municipal Siquierolli. A perícia constatou sinais de tortura e queimaduras no corpo da vítima.
Durante a Operação “Veritas Lex”, realizada pela Delegacia de Homicídios, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão. Na ocasião, os agentes apreenderam entorpecentes em um dos endereços investigados e prenderam duas pessoas em flagrante por tráfico.
A Polícia Civil aponta que integrantes de uma facção criminosa executaram o idoso após um “tribunal do crime”. A motivação teria sido uma suposta denúncia de abuso sexual contra uma criança. Entretanto, o delegado Carlos Fernandes confirmou que não existe nenhum boletim de ocorrência ou prova que sustente essa acusação contra Euclides.
Atualmente, duas pessoas seguem presas por envolvimento direto no crime. Outros três suspeitos continuam foragidos. Por isso, as investigações continuam para localizar todos os responsáveis pela execução em Uberlândia.

