Justiça absolve Pâmela Volp por falta de provas em caso de tráfico 

Sentença também beneficiou outros dois investigados apontados em suposto esquema dentro de unidade prisional. 

Lorena Marques

A Justiça de Uberlândia absolveu a ex-vereadora Pâmela Volp Rodrigues Cardoso das acusações de tráfico e associação para o tráfico. O Ministério Público investigava um suposto esquema de drogas dentro da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga. Contudo, a juíza Ana Régia Santos Chagas concluiu que faltavam provas suficientes para a condenação e também absolveu outros dois acusados.

Falta de provas físicas motivou a decisão

De acordo com a denúncia, Pâmela Volp supostamente coordenava a entrada e a venda de drogas dentro da unidade prisional. No entanto, a investigação policial não apreendeu nenhuma substância ilícita ao longo de todo o processo.

Por essa razão, a magistrada destacou na sentença que a acusação não conseguiu comprovar a materialidade do crime. Além disso, exames periciais e registros físicos do suposto material ilícito sequer existiam nos autos judiciais.

Testemunhas mudaram depoimentos em juízo

Outro fator decisivo para a absolvição foi a mudança nas declarações das testemunhas. Na fase de inquérito, algumas pessoas confirmaram a denúncia. Entretanto, durante a audiência na Justiça, essas mesmas testemunhas recuaram.

Algumas afirmaram não lembrar dos fatos, enquanto outras negaram os depoimentos anteriores. Como a lei brasileira impede condenações baseadas apenas na fase policial, a juíza decidiu rejeitar a acusação. Inclusive, o próprio Ministério Público concordou e pediu a absolvição dos réus nas alegações finais.

Pâmela Volp segue em prisão domiciliar

Embora tenha vencido este processo, Pâmela Volp continua sob regras restritivas de liberdade. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar em Uberlândia devido a um quadro de saúde grave, comprovado por laudos médicos oficiais.

A ex-política usa tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa sem autorização da Justiça. Por fim, essa absolvição não muda a sua situação prisional geral, pois ela ainda acumula penas superiores a 50 anos decorrentes da Operação Libertas.

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