Justiça aumenta para R$ 44 mil indenização a motociclista que perdeu dedo em acidente em Uberlândia

Decisão do TJMG dobrou indenizações por danos morais e estéticos após colisão provocada por motorista inabilitado no Triângulo Mineiro

Sirley de Araújo
Foto: Divulgação - TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu elevar de forma expressiva o valor da indenização que um motociclista deve receber após sofrer um grave acidente de trânsito. A decisão partiu da 14ª Câmara Cível do tribunal estadual. O caso aconteceu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e envolveu um condutor que dirigia sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Com a nova decisão proferida em segunda instância, o montante total que a vítima vai receber agora ultrapassa a marca de R$ 44 mil. Anteriormente, a primeira decisão judicial havia estipulado valores bem menores. Contudo, os magistrados entenderam que a gravidade das lesões sofridas pelo trabalhador exigia uma reparação financeira consideravelmente maior.

Entenda o grave acidente e a decisão judicial

De acordo com as informações processuais, o impacto da batida causou graves lesões no piloto. Infelizmente, a gravidade dos ferimentos resultou na amputação de um dos dedos da mão do motociclista. Por isso, a defesa do piloto recorreu da decisão inicial para tentar elevar os valores estabelecidos na sentença de primeiro grau.

Inicialmente, a Justiça havia definido o pagamento de R$ 10 mil por danos morais e mais R$ 10 mil por danos estéticos. No entanto, o novo acórdão do TJMG dobrou essas quantias por unanimidade. Dessa forma, o motociclista passará a receber R$ 20 mil por danos morais e outros R$ 20 mil por danos estéticos. Além dessas quantias, os réus precisam pagar R$ 4.717,66 para cobrir os danos materiais, valor correspondente ao conserto completo da motocicleta.

Responsabilidade solidária do dono do veículo

Outro ponto muito importante determinado pela Justiça mineira diz respeito à responsabilidade civil pelo acidente. Os juízes definiram que o proprietário do automóvel deve responder de forma solidária pelo pagamento de toda a indenização. Isso significa que ele divide formalmente a culpa e a obrigação financeira com o condutor inabilitado que causou a colisão.

Afinal, o dono do carro permitiu que uma pessoa sem permissão legal para dirigir assumisse o controle do veículo. Portanto, ele assumiu o risco de gerar acidentes e causar danos graves a terceiros. Esse entendimento jurídico reforça a necessidade de extrema cautela ao emprestar veículos particulares para conhecidos ou familiares.

Impacto na segurança viária regional

Situações graves de trânsito como esta geram debates urgentes sobre direção defensiva e fiscalização no Triângulo Mineiro. O problema de motoristas sem habilitação nas ruas preocupa bastante as autoridades de trânsito locais. Nesses locais, as forças de segurança realizam constantes campanhas educativas para tentar diminuir os índices de colisões graves.

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