Jovem baleado pelo patrão, em São Gotardo, morre um ano após ficar tetraplégico

Antônio Augusto Fonseca, de 18 anos, foi atingido por uma bala perdida em confraternização e contraiu pneumonia grave.

Lorena Marques
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A trajetória de Antônio Augusto Fonseca, de 18 anos, chegou ao fim de forma dolorosa na última semana. Ele faleceu no dia 9 de julho em decorrência de uma grave pneumonia.  O jovem lutava contra as severas sequelas de uma bala perdida desde dezembro de 2024, quando um disparo o deixou tetraplégico em São Gotardo. A mãe de Antônio confirmou o falecimento nesta segunda-feira (13).

Detalhes sobre o disparo acidental

O crime aconteceu durante uma festa de confraternização no final de 2024. Na ocasião, o patrão de Antônio Augusto atirou para o alto com uma arma de fogo. Infelizmente, o projétil atingiu o pescoço do jovem.

A bala atravessou a medula do adolescente e também comprometeu de forma irreversível um de seus pulmões. Portanto, o jovem perdeu todos os movimentos do corpo de forma instantânea logo após o ocorrido.

A longa luta pela sobrevivência

Durante mais de um ano, Antônio enfrentou internações constantes em hospitais da região e sessões exaustivas de reabilitação. Além disso, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que acabou paralisando o lado esquerdo de seu corpo.

Sua família cuidava do jovem em casa de maneira contínua e dedicada. No entanto, o comprometimento pulmonar facilitou o surgimento de uma pneumonia fatal na última semana. Dessa forma, o corpo debilitado do jovem não resistiu às novas complicações clínicas e ele foi sepultado no dia 10 de julho.

Investigação e andamento do processo judicial

Logo após o crime, a Polícia Civil indiciou o patrão por tentativa de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também apresentou denúncia contra o acusado e pediu a prisão preventiva.

Por isso, as autoridades mantiveram o acusado sob custódia temporária no Complexo Penitenciário de Carmo do Paranaíba. Contudo, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu um habeas corpus ao réu em fevereiro de 2025. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade, embora precise cumprir diversas medidas restritivas e cautelares determinadas pelo juiz.

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