Lucas Mendes propõe igualar direitos de militares da reserva em MG

Pré-candidato do PL a deputado estadual critica demagogia na segurança e defende mudanças na progressão de carreira

Sirley de Araújo

O pré-candidato a deputado estadual pelo PL, Lucas Mendes, defendeu a extensão de benefícios aos militares da reserva e uma reformulação na carreira das forças de segurança em Minas Gerais.

Durante entrevista concedida ao Regionalzão no evento Mega Brasil – A Força que Produz, no Castelli Hall, em Uberlândia, o bombeiro militar criticou políticos que usam as corporações apenas para fotos.

“A segurança pública é muito mais do que só doar uma viatura. A segurança pública são pessoas, homens e mulheres que precisam de apoio psicológico e incentivo”, declarou.

Servidor público há 12 anos, Mendes argumentou que os veteranos não recebem o abono fardamento e o auxílio-alimentação, conquistas recentes da ativa.

“Nossa luta é para reverter esse quadro e dar dignidade para quem está na reserva, garantindo direitos iguais aos aposentados”, afirmou o pré-candidato.

Outra proposta apresentada envolve a revisão dos prazos de promoção, considerados desproporcionais entre praças e oficiais.

Atualmente, um soldado em Minas Gerais aguarda oito anos para ser promovido a cabo, e mais oito anos até alcançar o posto de sargento.

Mendes destacou que a demora gera transferências compulsórias de sargentos para regiões distantes por falta de vagas no batalhão de origem, desestruturando famílias.

“Precisamos sentar com o comando-geral e com o governador para reformar o regulamento e acelerar a progressão de carreira de forma igualitária”, defendeu.

Cenário eleitoral no Triângulo e disputa pelo governo

Mendes também comentou o papel estratégico de Uberlândia e do Triângulo Mineiro no pleito de 2026, destacando que a região está no centro das decisões estaduais.

Sobre as articulações da direita para a sucessão no Palácio Tiradentes — que envolvem nomes como Marcelo Aro e o senador Cleitinho —, o pré-candidato reafirmou alinhamento às diretrizes do PL.

Ele ressaltou que aguarda a posição oficial do presidente estadual da sigla, o deputado federal Zé Vitor, para definir o palanque majoritário.

“O que o meu partido tomar de decisão vai ser o candidato a governo que eu vou apoiar”, pontuou durante a cobertura exclusiva.

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