A vereadora Gláucia da Saúde (PL) defendeu uma reformulação profunda no Supremo Tribunal Federal (STF), propondo a substituição do modelo de indicação política por concurso público e mandatos temporários.
A declaração foi dada em entrevista exclusiva à cobertura do Regionalzão no evento Mega Brasil – A Força que Produz, realizado no Castelli Hall, em Uberlândia.
Para a parlamentar, o sistema atual de escolhas compromete a imparcialidade do Judiciário frente ao Poder Executivo.
“Eu não me conformo de ter que ter indicações. Como que você vai julgar um presidente que te indicou? Isso não tem lógica” , afirmou.
A vereadora sugere que a Constituição seja alterada para estabelecer exames públicos e períodos delimitados de atuação no STF.
“Eu acho que tinha que ser concurso público. Não sei se com mandatos de dois em dois anos ou de quatro em quatro anos, mas algo temporário. Vitalício não tem sentido” , declarou.
Independência no Executivo municipal
Ao traçar um paralelo com a política local, Gláucia destacou a sua postura de independência em relação à Prefeitura de Uberlândia.
A vereadora reafirmou que não ocupa cargos e nem mantém indicações na administração municipal para preservar a autonomia do seu mandato parlamentar.
“Atualmente eu me declarei mais independente porque é o papel do vereador. Você não ter cargos é essencial para cumprir o papel de fiscalizar o Executivo” , ressaltou.
Gláucia sustentou que prefere agir de acordo com suas convicções a ceder a pressões de grupos políticos tradicionais.
“Eu nunca foquei em pedir cargos. Sempre busquei ajudar a população, trazendo emendas e contribuindo com a minha experiência” , completou.
A presença da parlamentar no Mega Brasil reforça a movimentação do PL no Triângulo Mineiro durante o período de convenções partidárias.
Organizado pelo deputado federal Zé Vitor, o encontro reúne lideranças políticas e do agronegócio de Minas Gerais e do país, consolidando articulações rumo às eleições de 2026.
