Imóveis valorizaram 14,7% nos últimos 12 meses, aponta FGV

Indicador elaborado em parceria com a Abecip mostra aumento acima da inflação; preços residenciais acumulam alta de 6,56% em 2026

Eloi Naves
Pátio Vinhedos, em Uberlândia-MG
Pátio Vinhedos, na Zona Sul de Uberlândia-MGFoto: Regionalzão

Os imóveis residenciais no Brasil valorizaram 14,73% nos últimos 12 meses encerrados em agosto de 2026. O resultado é do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). 

Divulgado nesta terça-feira (29), o levantamento mostra que os preços subiram 0,87% em agosto, superando a variação de 0,61% registrada em julho. Entre janeiro e agosto, a valorização acumulada chegou a 6,56%. 

A alta nos últimos 12 meses ficou acima da inflação de 4,22% e do aumento dos aluguéis residenciais. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), também da FGV, registrou elevação de 5,09% no mesmo intervalo. 

Segundo a Abecip, a formação dos preços envolve fatores como disponibilidade de imóveis, demanda, condições de financiamento e características de cada mercado. Por isso, a valorização não pode ser explicada apenas pela evolução dos custos das incorporadoras. 

Capitais apresentam diferenças na valorização

Recife apresentou a maior alta nos últimos 12 meses entre as dez capitais acompanhadas pelo indicador, com 25,81%. Na sequência aparecem Curitiba, com 21,19%, Salvador, com 19,20%, Brasília, com 18,41%, e Porto Alegre, com 16,66%. 

Belo Horizonte teve a segunda maior valorização mensal em agosto, de 1,65%, atrás apenas de Porto Alegre, onde os preços aumentaram 1,66%. Recife registrou alta de 1,44% no mês. 

Preços seguem subindo, com ritmo anual menor

Apesar da valorização, a taxa acumulada em 12 meses recuou pelo quinto mês consecutivo. Em março, o indicador se aproximava de 20%. O movimento representa uma redução na velocidade de aumento dos preços. 

No acumulado de janeiro a agosto, a alta de 6,56% também ficou abaixo dos 10,19% registrados no mesmo período de 2025 e dos 9% de 2024. 

O IGMI-R utiliza informações de laudos de avaliação de imóveis financiados por bancos, permitindo acompanhar a evolução dos valores residenciais a partir das avaliações empregadas nas operações de crédito imobiliário. 

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