O custo da construção habitacional em Minas Gerais registrou desaceleração e anotou avanço de 0,22% no mês de agosto de 2026. Com esse desempenho positivo, o índice mineiro permaneceu abaixo da taxa média nacional, que marcou 0,44% no mesmo intervalo.
Os dados constam no levantamento mensal do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Conforme o relatório oficial, o resultado colocou o estado mineiro com a décima menor taxa entre todas as unidades da Federação. Além disso, os analistas constataram que o reajuste nos preços dos materiais de construção representou o fator determinante para a oscilação verificada no território mineiro durante o período.
Valor do metro quadrado e impacto dos materiais
Em valores nominais, o custo médio da construção civil em Minas Gerais fechou agosto cotado a R$ 1.864,57 por metro quadrado, considerando o cálculo com a desoneração da folha de pagamento. Sem a desoneração, o valor médio alcançou R$ 1.963,18 por metro quadrado. Portanto, o patamar mineiro permaneceu mais baixo em comparação com a média do Brasil, calculada em R$ 1.993,76.
No acumulado dos últimos 12 meses, o custo das obras em solo mineiro atingiu 6,98%. Consequentemente, o índice anual também fechou ligeiramente abaixo da inflação setorial consolidada do país, que somou 7,03%. No acumulado de janeiro a agosto, a variação em Minas Gerais soma 2,92%.
Comparativo regional no Sudeste
No panorama do Sudeste, o estado obteve o segundo menor percentual do mês, superando somente São Paulo, que marcou 0,06%. Em contrapartida, o Rio de Janeiro variou 0,34% e o Espírito Santo anotou alta de 0,50%, enquanto a média do bloco regional fechou em 0,18%.
O Sinapi calcula mensalmente gastos com insumos e mão de obra na construção habitacional. Dessa maneira, a pesquisa estabelece referências oficiais para a elaboração e fiscalização de orçamentos em todo o país.

