Minas Gerais tem enfrentado uma preocupante escalada de incêndios em vegetação neste ano de 2023. De acordo com dados coletados pelo Jornal O Tempo, até o dia (4) de julho, o estado já registrou em média um incêndio a cada hora, totalizando mais de 5.500 queimadas que consumiram vastas áreas verdes. Especialistas alertam que esse número tende a aumentar nos próximos meses devido à prolongada estiagem esperada com a chegada do fenômeno climático El Niño.
Segundo o Corpo de Bombeiros, os incêndios em vegetação não apenas comprometem o meio ambiente, mas também representam um risco à saúde da população, contribuindo para o aumento de doenças respiratórias. Esse panorama crítico se agrava durante o período de estiagem, historicamente concentrado entre julho e setembro, caracterizado por altas temperaturas e baixos índices de umidade do ar, condições ideais para a propagação das chamas.
O tenente do Corpo de Bombeiros, Henrique Barcellos, enfatiza que a maioria dos incêndios é de natureza criminosa, seja por negligência ou intenção. Atitudes como a utilização de fogos de artifício e fogueiras, mesmo sem a intenção de causar um incêndio, podem desencadear a destruição das áreas verdes.
Especialistas climáticos alertam para um agravamento das queimadas neste ano devido à influência do El Niño. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), destaca que esse fenômeno climático deve prolongar o período seco e diminuir a frequência de chuvas torrenciais, criando condições propícias para a propagação do fogo.
