Minas Gerais registra menor taxa de analfabetismo da história

Dados do IBGE revelam queda histórica no analfabetismo de idosos, mas apontam forte desigualdade de gênero entre jovens e de raça no ensino superior.

Lorena Marques
Foto: IBGE/Divulgação

O analfabetismo em Minas Gerais atingiu o menor patamar de sua história recente. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (19/06), a taxa recuou para em 2025. Esse avanço inédito coloca o estado em uma posição de destaque no cenário nacional, superando a média brasileira.

Avanços históricos e desigualdade de gênero

O novo índice representa uma redução de ponto percentual em comparação ao ano anterior. Dessa forma, Minas Gerais registra hoje cerca de mil pessoas analfabetas com anos ou mais de idade. Embora o estado comemore a redução histórica, o relatório expõe outros gargalos sociais profundos, especialmente a desigualdade de gênero entre os jovens.

Em 2025, a proporção de jovens mulheres que não estudavam e não trabalhavam (conhecidas como “nem-nem”) quase dobrou em relação aos homens da mesma idade. Enquanto apenas dos jovens do sexo masculino de a anos estavam nessa situação, o índice disparou para entre as mulheres. Essa disparidade evidencia as barreiras que as mulheres ainda enfrentam para ingressar no mercado de trabalho ou permanecer na escola.

Desigualdade racial e níveis de instrução

Os dados do IBGE também revelam uma forte desigualdade racial no acesso ao ensino superior no estado. Em Minas Gerais, a proporção de pessoas brancas com diploma universitário chega a . Por outro lado, apenas das pessoas pretas ou pardas concluíram essa etapa educacional. Esse abismo racial reflete um desafio histórico que o sistema público de ensino precisa enfrentar de forma urgente.

Além disso, o estado ainda apresenta um rendimento escolar geral abaixo da média nacional. Apenas dos mineiros com anos ou mais concluíram pelo menos o ensino médio. No Brasil, essa taxa média é ligeiramente maior, alcançando os .

Idosos e o impacto regional

Por fim, a pesquisa traz uma notícia positiva sobre a alfabetização na terceira idade. Pela primeira vez desde o início da série histórica, em 2016, a diferença entre as taxas de analfabetismo de homens e mulheres com anos ou mais ficou abaixo de ponto percentual.

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