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Eleições 2016: Grandes legendas já traçam estratégia

Eleições 2016: Grandes legendas já traçam estratégia

07/06/2015 às 12h00
Por: Adelino Júnior
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PT quer ao menos manter 114 prefeituras; PSDB sonha em obter 200 vitórias no Estado A um ano das convenções partidárias para a definição de candidaturas para o pleito de 2016, as principais legendas no Estado já se articulam e prometem ampliar o número de eleitos em 2012. O PT, que debate não receber doações empresariais de campanha, aposta em uma retomada ética, já o PSDB vai usar como mote o combate ao modelo petista de governar. Na trincheira peemedebista, a aposta é no desgaste da guerra entre petistas e tucanos.

Apesar do momento conturbado internamente e com membros envolvidos no esquema investigado pela operação Lava Jato, o PT diz acreditar que poderá aumentar o número de prefeitos eleitos no ano que vem. Em 2012, a legenda se tornou a terceira com mais chefes de Executivo municipal escolhidos nas urnas: 114. No ano que vem, sem estipular um número, a presidente estadual da legenda, Cida de Jesus, destaca seu partido terá em torno de 300 candidaturas.

“O PT vai ter um candidato onde for possível e não faremos menos que os atuais 114 prefeitos. Vamos reafirmar nomes em cidades já governadas pelo partido e buscar outras. Até setembro vamos trabalhar o consenso em torno de candidatos nas cidades”, destacou Cida, que ainda argumentou que o PT continua crescendo. “Só neste ano, o PT em Minas teve a adesão de mais 5.000 filiados. Desafio alguém a mostrar que o PT está perdendo filiados.”

A proposta do PT é ter candidato em 17 cidades que tenham mais de 100 mil habitantes e em 60 municípios com mais de 30 mil habitantes. Em relação à reeleição, as prioridades são Uberlândia, Governador Valadares e Ipatinga. Já Belo Horizonte, Teófilo Otoni e Contagem são cidades nas quais a sigla sonha em reaver o poder.

Dono do maior número de prefeituras governadas em Minas, 143, o PSDB vai usar como estratégia a contraposição ao PT para atingir a vitória nas urnas em pelos menos 200 municípios. O discurso tucano será pautado na desqualificação do rival. “O PSDB vai mostrar que é a antítese do PT. Onde o PT estiver, estaremos no campo oposto”, disse o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB), que assumirá a secretaria geral da sigla.

O tucano ainda destaca que terá candidatos em todos o municípios em que o PSDB não tem relação “simbiótica” com o atual governo. “Quanto mais candidatos, mais vitórias teremos nas urnas. Mas não vamos nos opor em cidades que temos alianças históricas.”

De acordo com João Vitor, as prioridades tucanas são o Triângulo Mineiro, a região metropolitana de Belo Horizonte e o fortalecimento no Norte de Minas.

O PMDB é o partido que tem planos mais ousados. Segundo o deputado federal Mauro Lopes (PMDB), a legenda irá trabalhar para ser a maior em Minas. Os planos são para lançar 400 candidatos, o que significa ter um postulante ao Executivo municipal em 46% das cidades em Minas.

Internamente, os peemedebistas, que comandam 118 prefeituras no Estado, acreditam que poderão atingir seu objetivo trabalhando como alternativa ao “desgaste entre PT e PSDB”. “Vamos lutar para ser o maior partido de Minas. Somo uma alternativa ao PT e ao PSDB, que estão desgastados. Já estamos nos encontrando com prefeitos e organizando partido.”

Capilaridade

Aposta. Para Mauro Lopes, o PMDB pode ser majoritário em todas as regiões. “O PMDB tem força em todo Estado. Um partido do tamanho do nosso pode buscar destaque em todas.”

 O Tempo
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