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Saúde e Bem-estar Controladoria

Controladoria demite 126 servidores do Estado

Controladoria demite 126 servidores do Estado

12/07/2015 às 20h00
Por: Adelino Júnior
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A força-tarefa criada em abril pela Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais (CGE) terminou seus trabalhos, após analisar, durante 49 dias, 447 processos disciplinares que estavam acumulados nos últimos sete anos. O resultado dos julgamentos foi a demissão de 126 servidores do Estado.
O número de servidores demitidos já supera a soma de expulsões dos últimos dois anos (56 em 2014 e 58 em 2013).  Só em junho, 63 funcionários foram excluídos dos quadros do Estado. Entre os ilícitos apurados pela CGE, estão abandono e acúmulo de cargos e atos de corrupção. Até julho, 19 servidores estaduais já foram excluídos dos quadros do Estado por atos relacionados a corrupção, ultrapassando o número de demissões anuais registradas desde 2007. Dentre as punições aplicadas, também houve 53 suspensões e 71 repreensões. Outros 144 servidores foram absolvidos. Regiões e pastas A região central de Minas acumula o maior número de expulsões: foram 70 (55,5%) neste ano, totalizando 429 nos últimos nove anos (46%). As secretarias de Estado de Educação, de Saúde e de Defesa Social são as pastas com maior número de servidores demitidos desde 2007. O Subcontrolador de Correição Administrativa, Rafael Amorim de Amorim, destacou, no entanto, que não há, necessariamente, mais irregularidade onde há mais demitidos, mas tal fato pode decorrer da existência de maior controle. "Concluída a força-tarefa, nós iremos reforçar a atuação da correição principalmente, nas regiões, órgãos e entidades do Estado que não receberam a devida atenção. Além disso, iremos focar nas demissões relacionadas ao combate à corrupção", acrescentou Rafael. Divulgação O resultado da Força Tarefa está disponível no site da CGE-MG. A partir de agora, a CGE irá divulgar em seu portal, a cada três meses, relatório detalhado sobre as expulsões de servidores do Estado, com informações sobre os demitidos por região, por órgão etc. Tais medidas visam a dar transparência aos resultados dos processos disciplinares, como forma de desestimular a prática de novas irregularidades. De acordo com levantamento da Subcontroladoria, desde 2008 o número de decisões é inferior às instaurações de processos, o que ocasionou o acúmulo de processos não julgados. A força-tarefa foi constituída por quatro servidores da CGE, com prazo de três meses para concluir os trabalhos.
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