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Saúde e Bem-estar Minas

Minas recebe mais de 2 toneladas de larvicida para combater o mosquito

Minas recebe mais de 2 toneladas de larvicida para combater o mosquito

15/12/2015 às 10h04
Por: Adelino Júnior
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O produto é o suficiente para tratar 1,1 bilhão de litros de água, o equivalente a 440 piscinas olímpicas.
O Estado de Minas Gerais recebeu do Ministério da Saúde nesta semana 2,2 toneladas de larvicida para tratar 1,1 bilhão de litros de água e eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e chickungunya. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde nesta segunda-feira (14). O larvicida enviado é suficiente para tratar um volume de água equivalente a 440 piscinas olímpicas. O reforço foi repassado aos estados das regiões Nordeste e Sudeste, totalizando mais de 17,9 toneladas do produto. Cada quilograma do larvicida é capaz de tratar 500 mil litros de água. O produto é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito.
O objetivo é manter as secretarias estaduais de Saúde abastecidas com um dos principais instrumentos para eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti. Neste ano, entre janeiro e novembro, foram enviadas 7,8 toneladas para Minas Gerais. Neste mesmo período, o Ministério da Saúde encaminhou, a todos os estados, 114,4 toneladas de larvicida. Esse quantitativo garantiu o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água. Para o próximo ano, o Ministério da Saúde já adquiriu mais 100 toneladas do produto, que deverá garantir o abastecimento até junho de 2016. Entre outubro deste ano e junho do próximo ano, o Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 10 milhões. Todos os insumos utilizados pelo Ministério da Saúde são de uso preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) podendo, inclusive ser utilizado em água para consumo humano. A quantidade enviada pelo Ministério da Saúde corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo. A mobilização com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, e a compra de insumos e a disponibilidade de equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas integram uma das três frentes (mobilização e combate ao mosquito) do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado este mês pela presidenta da República Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro. A orientação é que as secretarias estaduais e municipais de saúde verifiquem se a utilização do insumo está de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle da Dengue. Além disso, a secretarias devem realizar uma avaliação de risco, utilizando as informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento permite direcionar as ações de forma mais apropriada, de acordo com o tipo de depósito predominante em cada área. Adulticida O Ministério da Saúde também distribuiu, neste ano, 431.232 litros e 11.1 toneladas de adulticidas para os estados, produto utilizado para os fumacês, e aplicação residual em pontos estratégicos (ferros velhos, borracharias, entre outros). O produto mata o mosquito já na fase adulta. Em 2015, Minas Gerais recebeu 28,6 mil litros e 3 toneladas de adulticida. Vale destacar que todas as ações de combate ao Aedes aegypti, tanto as mecânicas quanto o uso de produtos químicos, devem ser coordenadas. Nenhuma delas, sozinha, é capaz de impedir a proliferação do mosquito. [caption id="attachment_76889" align="aligncenter" width="620"]image~1 Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas[/caption] O Tempo
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