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Após advertência, vice-diretor é espancado por alunos no Triângulo Mineiro

Após advertência, vice-diretor é espancado por alunos no Triângulo Mineiro

12/08/2016 às 17h03
Por: Adelino Júnior
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O vice-diretor da Escola Estadual Santa Juliana foi espancado por três alunos na noite desta quarta-feira (10). Ao deixar a escola, no município de Santa Juliana, ele foi surpreendido pelos alunos que haviam sido advertidos por ele no dia anterior. Um dos envolvidos foi detido e os outros estão foragidos. A Superintendência Regional de Ensino (SRE) está acompanhando o caso.

Segundo a Polícia Militar, um adolescente de 16 anos estava com um pedaço de madeira e deferiu dois golpes na cabeça da vítima e um no pescoço. O outro aluno, um jovem de 18 anos, golpeou a perna e as costas do diretor. Um terceiro suspeito também estava presente no local, mas não foi reconhecido pela vítima.

Enquanto os autores agrediam o vice-diretor, um carro com duas testemunhas parou no local e, em seguida, os estudantes fugiram. A PM foi acionada e conseguiu encontrar o jovem com o pedaço de madeira usado no crime. Ele foi encaminhado para a delegacia e preso. Os outros dois suspeitos continuam foragidos.

O vice-diretor foi socorrido e encaminhado ao hospital. Ele já foi liberado e está se recuperando em casa. De acordo com a vítima, o adolescente de 16 anos foi advertido e suspenso por atrapalhar o andamento da aula no dia anterior. O aluno também ameaçou o diretor ao deixar a escola após a suspensão. Já o de 18 anos também havia tido problemas com o vice-diretor e com alguns professores.

Na tarde desta quinta-feira (11) uma equipe de inspeção da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Uberaba esteve na escola para realizar a apuração dos fatos relatados e, partir de então, tomar as medidas necessárias.

Segundo o tenente João Paulo Vieira Ulhôa, comandante do pelotão da PM de Santa Juliana, desde 2014 este é o primeiro caso de agressão a professor que ocorre na cidade. “A polícia está presente nos horários de entrada e saída dos alunos fazendo vários patrulhamentos nas proximidades das escolas e também fazemos contatos com os professores, perguntando se estão precisando de presença policial em certos momentos”, explicou.

De acordo com Maria Helena Gabriel, coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Uberaba (Sind UTE), não existe legislação que proteja o professor contra as agressões de alunos. “Os jovens têm direitos, mas eles não têm deveres. [...] Por isso é necessário que a família venha para dentro da escola para ajudar a contemporizar essa situação e não deixar de jeito nenhum que seu filho se encarregue de ser o agressor dentro da escola”, disse.

Com informações de G1

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