Sábado, 25 de Junho de 2022
19°

Alguma nebulosidade

Uberlândia - MG

Saúde e Bem-estar Gene

Gene que pode ter ligação com alcoolismo é descoberto por cientistas da UFMG

Gene que pode ter ligação com alcoolismo é descoberto por cientistas da UFMG

25/08/2016 às 12h07
Por: Adelino Júnior
Compartilhe:

Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) descobriram um gene que pode estar ligado ao alcoolismo. O estudo pode ajudar no tratamento dos dependentes. Pela primeira vez, um estudo verificou que existe uma relação entre o gene LRRK2 e o consumo abusivo do álcool em camundongos. A descoberta foi publicada em uma renomada revista científica americana.

Oitenta camundongos foram observados durante 16 semanas. Eles foram separados em gaiolas. Em algumas, tinha só água. Em outras, água e álcool. Os pesquisadores perceberam que alguns animais escolherem beber álcool desde o primeiro dia. Mesmo depois que a equipe adulterou o sabor do álcool, com uma substância amarga, o quinino.

Isso, se comparado com o ser humano, são os indivíduos que não tem mais controle. Eles precisam do etanol pra se manter”, afirma a pesquisadora da UFMG Ana Lúcia Brunialti Godard.

A partir de então, os cérebros dos camundongos foram analisados e a diferença foi clara. Em uma parte da cabeça dos animais que beberam muito álcool havia o dobro da quantidade de um gene específico na comparação com o cérebro dos que beberam só água ou um pouco de álcool. O gene é o LRRK2, que também é encontrado no cérebro do homem.

A novidade foi que a gente conseguiu evidenciar um conjunto de genes que trabalham no cérebro, numa região chamada sistema de recompensa, que é a região do cérebro que nos dá prazer, prazer no uso de etanol e em seguida a busca, a motivação pela busca do etanol”, conta a pesquisadora.

O próximo passo agora é tentar descobrir se esse gene também tem relação com o alcoolismo no homem. Pra isso, a equipe da UFMG, em parceria com a Universidade Federal da Bahia, vai fazer testes num grupo de pessoas. Se confirmar, aumentam as chances de se encontrar novos tratamentos para dependência do álcool.

A gente tá mais perto de conhecer um pouco mais o alcoolismo, o que pode facilitar lá na frente o tratamento. E uma melhora no comportamento, uma melhora na  vida do indivíduo alcoolista na sociedade”, destaca Ana Lúcia Brunialti Godard.

Com informações de G1

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.