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Magistrado concede prazo de 30 dias para credores do Grupo João Lyra atualizarem dados para iniciar pagamentos

Magistrado concede prazo de 30 dias para credores do Grupo João Lyra atualizarem dados para iniciar pagamentos

25/05/2018 às 16h33
Por: Adelino Júnior
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O Juiz da 1ª Vara do Trabalho de Ituiutaba/MG, Marcel Lopes Machado, determinou que advogados atualizem dados dos credores trabalhistas da Massa Falida da Laginha Agro Industrial S/A., para início dos pagamentos. A Laginha era a controladora do falido Grupo João Lyra, que entre outras empresas, tinha usinas sucroalcooleiras instaladas em Minas Gerais e Alagoas. Uma lista da 1ª Vara do Trabalho com o nome dos credores trabalhistas foi publicada ─os valores a serem pagos inicialmente poderão ser de até cinco salários mínimos (do ano base 2014), o que totalizam R$ 3.620,00 (Três Mil Seiscentos e Vinte Reais). Os trabalhadores que tem valores a receber com cifras abaixo de cinco salários, terão seus créditos quitados no valor da ação. A lista com o nome dos credores que estão com ações na 2ª Vara do trabalho também foi divulgada. Os trabalhadores que não atualizarem os dados (banco, agência, conta corrente e/ou poupança) terão os valores depositados na conta do Fundo de Garantia (FGTS) ─ do valor, serão descontados os honorários advocatícios. Sobre o valor de cinco salários mínimos a serem pagos aos credores trabalhistas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capinópolis, Alan Santana, disse que aproximadamente 8.000 ex-funcionários terão suas ações trabalhistas quitadas e salientou que o montante em caixa não é suficiente para pagamento integral das ações. “Não é possível esperar seis meses, depois mais seis meses, para que se acumule o capital para pagar a totalidade das ações. É um valor pequeno, mas que representa muito na vida de muita gente. Segundo os administradores, vão quitar com cerca de oito mil ex-trabalhadores. Um trabalhador que tem Cem Mil Reais a receber e outro que tem Mil Reais a receber, tem valores diferentes, mas o direito é o mesmo.”, disse o presidente, que salientou que o ‘caminho’ será traçado após o primeiro pagamento ─”A partir do primeiro pagamento, o ‘caminho das pedras’ estará traçado e o segundo pagamento será mais fácil de ser efetuado”, pontuou. Recentemente, uma manifestação foi realizada na BR-365, próximo ao trevo de acesso à Ituiutaba, onde os manifestantes protestaram contra a medida da Lindoso e Araújo Consultoria empresarial Ltda., administradora da Massa Falida da Laginha Agro Industrial S/A, de pagar cinco salários mínimos inicialmente ─ O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capinópolis não participou da manifestação. A atitude chamou a atenção da administradora da Massa Falida, porém, a decisão foi mantida. http://pontalemfoco.com.br/ocorrencias/credores-da-massa-falida-das-usinas-trialcool-e-laginha-bloqueiam-br-365-em-protesto/ No final do próximo mês de Junho, vence a primeira quota do parcelamento feito pelos compradores da Vale do Paranaíba ─instalada em Capinópolis ─ e a Triálcool, no Município de Canápolis, ambas em Minas Gerais. Após o recebimento das parcelas, uma nova rodada de pagamentos deve ser efetuada ─provavelmente, com base em porcentagem. Cabe ressaltar que o teto para pagamento é de 150 salários mínimos ─quem tem valores que sobressaltam esse teto, será pago juntamente com os demais credores no final do processo. O jornalista José Fernando afirmou que está adiantado o processo para que a massa falida da Laginha receba cerca de R$ 700 milhões provenientes de “direitos creditórios” de uma ação impetrada na década de 90 contra a União. Trata-se de um ressarcimento com base na Lei 4870 por danos patrimoniais causados à época, em virtude dos preços de comercialização do açúcar e do álcool que estavam em desacordo com os parâmetros determinados por lei partir da safra de 1983/1984. Essa pode ser a oportunidade de quitar o passivo trabalhista de forma integral com os credores. Fonte: Tudo em Dia
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