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Idosa é encontrada morta em residência, amarrada pelos pés com cortina e enforcada com lençol em Uberlândia; pertences foram roubados

Idosa é encontrada morta em residência, amarrada pelos pés com cortina e enforcada com lençol em Uberlândia; pertences foram roubados

06/05/2019 às 12h51
Por: Adelino Júnior
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A Polícia Militar em Uberlândia na manhã do último domingo, 5 de maio, foi acionada para comparecer na Rua São João, Bairro Pacaembu, por volta das 7h, uma idosa de 69 anos foi encontrada morta. Uma testemunha, que tinha o costume de passar na residência da vítima aos domingos para levá-la para a igreja, chegou à casa e passou a chamar a vítima identificada como Maria do Carmo dos Santos, porém ela não foi atendida.

Então, ela repassou a informação para uma vizinha que, por sua vez chamou outra vizinha, de frente a vítima, dando conta do que havia ocorrido e seguiu para a igreja. As vizinhas continuaram chamando pela vítima. Um conhecido passou na hora e elas pediram apoio a ele, porém, devido um compromisso ele não pôde ajudar e ao retornar já deparou com uma viatura dos bombeiros em frente à residência da vítima.

Ele, então, pulou o muro da residência lateral, do lado direito e retirou um pedaço de madeira que estava escorando a porta da sala, entrou no imóvel e ao chegar à frente do quarto da vítima, a víu em cima da cama com os pés amarrados. Ele quebrou o cadeado do portão da residência para a entrada dos bombeiros e acionou a Polícia Militar.

Com a chegada da polícia, foi realizado o isolamento do local, o acionamento da perícia e também iniciada a coleta de informações com os vizinhos e com a filha da vítima que chegou ao local. A filha da vítima relatou que esteve na residência de sua mãe no último sábado, 4, entre o período das 21h30 às 23h, e que no momento da visita sua mãe encontrava-se sozinha.

O perito compareceu ao local e durante a realização de seus trabalhos constatou que a vítima havia sido amarrada com a cortina do quarto e enforcada com um pedaço do lençol, envolvendo o pescoço e uma das mãos. Ele constatou rigidez cadavérica, hipóstase e fratura no pescoço. 

Conforme afirmação da filha da vítima foi subtraído do interior do imóvel um aparelho televisor marca Samsung, um botijão de gás e uma bolsa contendo diversos documentos pessoais. Rastros de um carrinho de mão, que a vítima utilizava para fazer coleta de recicláveis, foram notados saindo do interior do imóvel em direção ao portão da residência. Tal carrinho foi deixado do lado de fora da residência pelo possível autor, tendo em vista que os vizinhos relataram que este não se encontrava na rua antes do possível horário do homicídio.

Esta informação chamou a atenção, pois o portão estava trancado quando uma das testemunhas pulou o muro para ajudar os bombeiros e a própria testemunha afirmou que quebrou o cadeado. Ouvindo os vizinhos, os militares receberam informações que a vítima não abria o portão para estranhos e também que há alguns dias ouviram a filha da vítima gritar que precisava de R$ 500,00 senão alguém iria matá-la.

A guarnição militar, de posse desta informação, iniciou diligências no intuito de identificar e prender o autor deste crime. Os militares conseguiram a capturar imagens da câmara de segurança da residência vizinha, sendo possível identificar que era uma autora, que trajava na ocasião uma blusa de frio com um gorro e uma calça de lycra e um segundo autor. O homem que auxiliou a autora retirar os objetos produto de crime vestia uma camiseta uma bermuda e boné.

As imagens não eram de boa qualidade, porém ao mostra-las para uma moradora próxima do local ao fato, esta foi categórica em afirmar que a autora das imagens se trata de a. L. T. C., porém não conseguiu identificar o segundo autor. Ainda em seu relato, a testemunha disse que a autora conversou com ela no mesmo dia e que na ocasião estava trajando as roupas da imagem e que mencionou sobre o homicídio, porém neste horário ninguém ainda sabia do fato e nem haviam avisado os órgãos de defesa social e segurança pública, o que levanta ainda mais suspeita em relação à autora.

A guarnição militar realizou diligências nos prováveis locais que esta autora poderia estar escondida, porém ela não foi encontrada. Após os trabalhos periciais, o corpo da vítima foi encaminhado para o instituto médico legal.

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