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Vice-prefeito de Santa Vitória presta esclarecimentos à PF sobre fraudes

Vice-prefeito de Santa Vitória presta esclarecimentos à PF sobre fraudes

26/11/2013 às 11h40
Por: Adelino Júnior
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O vice-prefeito de Santa Vitória, Wellinton Ferreira, prestou esclarecimentos a Polícia Federal nesta segunda-feira (25/11). Ele é suspeito de envolvimento em fraude do pagamento do Seguro Defeso. O seguro deve ser pago ao pescador que exerce a atividade de forma artesanal, individualmente ou em regime de economia familiar, no período de proibição da pesca para determinadas espécies. Nesta manhã, em operação conjunta feita pela Polícia Federal (PF) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram cumpridos 36 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão, relacionados ao caso, em três cidades do interior de Minas Gerais - Uberlândia, Ituiutaba e Santa Vitória - além de São Simão (GO). Cerca de 600 pessoas foram investigadas por receberem o benefício sem estar enquadradas nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, ou seja, não são pescadores que têm a pesca a fonte de renda. Representantes do Ministério do Trabalho informaram, durante coletiva de imprensa, que 900 mil pessoas recebem o Seguro Defeso no país, um gasto de R$ 2 bilhões. No Ministério da Pesca estão registrados um milhão de pescadores artesanais em todo país e o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 108 mil só neste ano.
Weliton Ferreira já foi presidente da Colônia dos Pescadores de Chaveslândia, por quase dez anos, e negou qualquer participação. Além do vice-prefeito, 17 pescadores foram ouvidos por 18 agentes por quase cinco horas na sede da Polícia Militar em Chaveslândia
O atual presidente da Colônia de Pescadores, Kelvim Almeida, disse que tem recebido nos últimos anos denúncias de pescadores que estariam recebendo o benefício de forma irregular e que já procurou o Ministério da Pesca. As investigações começaram há quatro meses. O prefeito de Santa Vitória, Genésio Franco, disse que prefere esperar as investigações para tomar alguma decisão. O delegado da PF em Uberlândia, Carlos Henrique Cotta D'Ângelo, disse que "boa parte dos benefícios foi concedido por meio de ação de agentes políticos com fins eleitorais”, ressaltou. G1
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