Sábado, 29 de Janeiro de 2022
20°

Nuvens esparsas

Uberlândia - MG

Saúde e Bem-estar Carnaval

Carnaval ameaça patrimônio nas cidades históricas de Minas Gerais

Carnaval ameaça patrimônio nas cidades históricas de Minas Gerais

05/02/2014 às 10h31
Por: Adelino Júnior
Compartilhe:

image

O tradicional Carnaval pode ameaçar o patrimônio cultural nas cidades históricas de Minas Gerais, que atrai milhares de pessoas todos os anos em busca de folia. O alerta do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico de Minas Gerais (Iepha/MG) é dirigido tanto às prefeituras quanto aos foliões. Com o intuito de prevenir danos a monumentos históricos durante as comemorações do Carnaval, o Iepha/MG divulgou uma lista com diretrizes para orientar as prefeituras e a população sobre como preservar o patrimônio cultural das cidades. Segundo Fernando Viana Cabral, presidente do instituto, são orientações básicas para os municípios. “É importante que a população entenda que ela, juntamente com a prefeitura, é responsável por tomar conta do patrimônio da cidade. Além disso, os foliões precisam se conscientizar que alguns estragos são irreparáveis”, afirmou. Cabral ainda destaca alguns riscos que a cidade corre durante eventos de grande porte – como instalações elétricas mal feitas ou uso de materiais inflamáveis, botijões de gás e fogos de artifício – que possam provocar situações de incêndio. Outro fator que pode causar danos em monumentos históricos é o uso do som alto, que, com a vibração, pode danificar as construções mais antigas. E também os trios elétricos, que precisam ter o percurso estudado com cuidado para não atingir nenhuma obra histórica. Banheiros. Pelo documento, as prefeituras, juntamente com a Cemig e o Corpo de Bombeiros, devem fiscalizar a utilização de materiais inflamáveis. Os banheiros públicos precisam ser em número suficiente para atender todo o público e ser instalados em locais afastados das fachadas dos imóveis e monumentos culturais. “O que queremos é que as prefeituras sigam estas diretrizes e evitem destruições, para que, ao final do evento, os monumentos continuem existindo nas cidades”, disse Cabral. Essas diretrizes foram definidas com o Ministério Público, que faz recomendações para as prefeituras adotarem. Caso ocorram problemas, o Ministério Público instaura procedimento para buscar responsáveis e reparar os danos. O promotor Domingos Ventura de Miranda Junior, de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, disse que o município não pode colocar ou autorizar a instalação de aparelhagem de som mecânico ao longo de algumas importantes ruas da cidade. Após a orientação, a organização mudou o evento. “A descentralização das festividades busca espaços fora do centro da cidade para a colocação de palcos e estruturas. Isso vem impedindo que o adensamento de pessoas cause impacto negativo ao patrimônio cultural e dificulte a segurança das pessoas”, afirmou, Diamantina. Em Diamantina, a prefeitura aprova um projeto de proteção ao patrimônio histórico todos os anos. Segundo Junno Marins da Matta, chefe do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) da cidade, “todo o layout do evento é pré-ajustado e fiscalizado por esses órgãos”.
Fonte: O Tempo
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.