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Política Rachadinha

Áudios denunciam suposto esquema de rachadinha no gabinete de Janones

Um mês após deixar gabinete, Fabrício Ferreira, ex-fiscal do povo, levou áudios ao Ministério Público Federal

11/01/2022 às 09h43 Atualizada em 11/01/2022 às 11h06
Por: Redação Fonte: Metrópoles
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Imagem: Adelino Júnior/Regionalzão
Imagem: Adelino Júnior/Regionalzão

Conforme notícia publicada pelo jornal Metrópoles, o deputado federal André Janones, foi denunciado à PGR por seu ex-assessor, Fabrício Ferreira, pela prática de rachadinha, suposto crime de peculato. Fabrício fez a acusação ao órgão no dia 29 de dezembro. Procurado pelo site, o deputado disse desconhecer o caso.

Janones apareceu em quinto lugar na corrida presidencial na mais recente pesquisa Ipec, em 14 de dezembro. Empatou com João Doria e apareceu à frente de Cabo Daciolo, Rodrigo Pacheco, Alessandro Vieira e Simone Tebet. Janones se destaca dos colegas nas redes sociais, onde tem 7 milhões de seguidores no Facebook.

Na denúncia que fez contra Janones à PGR em dezembro, um mês após ter deixado o gabinete de Janones e encerrado três anos de trabalho na equipe do parlamentar, o ex-assessor Fabrício Ferreira aponta um “sistema de rachadinha” no mandato. Segundo o documento, a ex-assessora Leandra Guedes, atual prefeita de Ituiutaba (MG), cidade natal do deputado, recolhia parte do salário do ex-assessor Alisson Camargos, atual secretário de Meio Ambiente da cidade.

Fabrício Ferreira enviou dois áudios à PGR (ouça), no qual conversaria com Alisson Camargos em julho de 2020. “Você tem que passar esse mês ainda para ele (André Janones)?”, pergunta Fabrício, ao que Alisson responde: “Tem que passar ainda. Faz as contas aí”. “Mês passado você passou quanto?”, questionou Fabrício. “Quase cinco conto (sic) que eu passo para ele. Nem nove mil eu estou tirando. Nove mil assim, no papel, entendeu? Não é fácil não, rapaz”, afirmou Alisson. Naquele mês de julho, Alisson recebeu um salário bruto de R$ 10,5 mil da Câmara dos Deputados.

Em outro trecho, Fabrício volta a perguntar a Alisson: “Esse mês você tem que passar mais quatro mil para eles?”. Alisson responde: “Mais de quatro mil”. Fabrício continua: “É aquele mesmo esquema, dá o dinheirinho lá para a Leandra?”, e Alisson responde: “É, ué”. “E ela pega o dinheirinho e deve passar para o André”, completa Fabrício.

Ainda de acordo com o documento apresentado à PGR, Leandra é Leandra Guedes, que trabalhou no gabinete de André Janones de abril de 2019 até outubro de 2020, quando foi eleita prefeita de Ituiutaba. Alisson também deixou a Câmara nesse período, e no ano seguinte entrou para o secretariado da prefeita.

Procurados pelo jornal, o deputado André Janones, a ex-assessora e prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, e o ex-assessor e secretário de Meio Ambiente de Ituiutaba, Alisson Camargos, afirmaram que desconhecem o caso e estão à disposição para esclarecer os fatos. Alisson Camargos declarou ainda ao Metrópoles que como assessor parlamentar “jamais devolveu ou cogitou devolver qualquer valor de sua remuneração”.

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